Arte & Agenda

Gilberto Gil anuncia show de sua última turnê em Porto Alegre

Apresentação de “Tempo Rei” está marcada para 6 de setembro de 2025, no Beira Rio

Primeiro show da turnê foi realizado em 15 de março, em Salvador
Primeiro show da turnê foi realizado em 15 de março, em Salvador Foto : Giovanni Bianco / Divulgação / CP

“Há uma memória que precisa ser respeitada e atendida. Haverá um desfile de sucessos. Mas também outras surpresas”, afirmou Gilberto Gil em uma entrevista recente sobre sua última turnê, “Tempo Rei”. Agora, chegou a vez de Porto Alegre ganhar uma data para ver Gilberto Gil pela última vez em uma grande turnê: a apresentação está marcada para 6 de setembro de 2025, no Beira Rio.

No dia 14 de outubro, às 10h, inicia a pré-venda para a nova data com benefícios exclusivos para clientes do Banco do Brasil com cartões Ourocard Visa – no site da Eventim. O período de pré-venda se encerra às 10h do dia 17 de outubro. Vale lembrar que a venda geral começa ao meio-dia, do dia 17 de outubro, também no site da Eventim.

A pré-venda exclusiva para clientes do BB com cartões Ourocard Visa dá 30% de desconto nos ingressos de inteira, exceto as taxas de conveniência, com parcelamento em até 5x sem juros com Ourocard Visa, limitado a seis ingressos por CPF em cada categoria de ingressos. O desconto não é cumulativo à meia entrada ou entrada social. A turnê passará por 10 cidades do Brasil e também contará com datas nos Estados Unidos e na Europa.

Da religião à física, passando pela filosofia e pela literatura, são inúmeras as tentativas de definir o conceito de tempo. Quando Gilberto Gil compôs "Tempo Rei", em 1984, ele propunha uma resposta à canção "Oração ao Tempo", de Caetano Veloso. Enquanto a música do seu conterrâneo (e contemporâneo) surge com uma ideia de que o tempo e aquele que o inventou desaparecerão, a letra de Gil traz um vago desejo de permanência e transformação. Não à toa, Gilberto Gil escolheu “Tempo Rei” para dar nome à sua última turnê.

O princípio de Gilberto Gil na música foi com o acordeão (inspirado por Luiz Gonzaga), nos anos 1950. E sua sonoridade foi se moldando no passo em que outras referências chegaram ao seu alcance. De João Gilberto e da bossa nova a Dorival Caymmi; até que ele se conectasse com o violão – instrumento que abriga as harmonias particulares de sua obra até hoje. Com o passar das décadas, ficou evidente uma unidade muito preciosa no catálogo fonográfico de Gil, com canções que sempre retrataram o país, e uma musicalidade moldada por formas rítmicas e melódicas muito pessoais.

"Foram vários os elementos que ponderei para chegar na decisão da realização de uma última turnê. Houve reflexão sobre este mercado e também sobre a exigência física necessária para esses grandes shows. Quero continuar fazendo música em outro ritmo, mas, antes, teremos essa celebração bonita junto do público e da família. Transformai as velhas formas do viver", afirma Gilberto Gil.

Com direção artística de Rafael Dragaud, direção de musical de Bem Gil e José Gil e acompanhado por uma mega banda composta por Bem Gil (guitarra), José Gil (bateria), João Gil (baixo), Nara Gil (voz), Flor Gil (voz), Mariá Pinkusfeld (voz), Diogo Gomes (sopro), Thiago Oliveira (sopro), Marlon Sete (sopro), Danilo Andrade (teclado), Leonardo Reis (percussão), Gustavo Di Dalva (percussão), Mestrinho (sanfona) e ainda um quarteto de cordas, Gilberto Gil fará uma apresentação que celebrará de forma imersiva e sensorial a entidade mais intrigante da experiência humana: o tempo.

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