Quinze atores fazem parte do empreendimento cênico, que se utiliza da vida e obra do astro - interpretado por Rodrigo Shalako, Rossendo Rodrigues, Ricardo Zigomático e Tatiana Mielczarski - para discutir a formação da identidade do artista e tudo que a envolve, desde a liberdade conceitual de sua obra até a mercantilização: a fama, a invasão da privacidade, a manipulação da mídia, o julgamento do público e da crítica, entre outros temas pertinentes. A infância e a adolescência junto aos Jackson Five, da qual se destacou entre seus irmãos, a relação com os patrocinadores, a divisão dos holofotes com nomes como Madonna e Prince, a consagração mundial, o acidente que teve na gravação de um comercial, o vício em remédios, o envolvimento em escândalos com menores de idade, as extorsões, os julgamentos e o isolamento são abordados. Não faltam pitadas locais, como no hilário momento em que são citadas as correntes do teatro gaúcho, nas linhas africana e espírita, dentre outras.
A fonte de inspiração foram os livros "Peter Pan", "Alice no País das Maravilhas", a biografia de Michael Jackson de Taraborrelli e "Roda Viva" de Chico Buarque. Prestar uma homenagem a Zé Celso Martinez Correa e ao Teatro Oficina (SP) foi a intenção de Daniel Colin, que assina a concepção, o texto, com Felipe Vieira de Galisteo, a direção-geral e atuação. Segundo o ator, a direção da peça foi muito complicada, por envolver muitos atores e pelo fato dele também estar em cena. Para isto, chamou Tainah Dadda para fazer a assistência de direção e Maico Silveira para dirigir o elenco. Detalhes da conversa com Daniel Colin podem ser conferidos no site www.correiodopovo.com.br