Num híbrido processo de resgate de identidades através de uma pesquisa arqueológica profunda e pessoal, questiona quantas camadas sobrepostas compõem o nosso cotidiano e por conseguinte, a nossa vida. Cinco bailarinos ficam imersos numa pesquisa coletiva, tendo como ponto de partida uma folha em branco. Através de diferentes propostas, jogos e dinâmicas, as cenas são construídas partindo das experimentações, num caminho repleto de surpresas. A montagem é resultado de uma série de experimentos que o grupo vem fazendo, como o encontro realizado há duas semanas, que contou com performances, vídeo e oficina de butô, cujo mote era um caminho contínuo para o corpo. No elenco estão Fernanda Stein, Gabriela Rutkoski, Pascal Berten, Sônia Guasque e o próprio Laco.
Hoje com 11 membros, o Meme surgiu em 2004, quando foi convidado pela Secretaria Municipal de Cultura para ministrar uma oficina no circuito internacional Ciudades que Danzan, sob o tema "Movimentos Incessantes", ocasião em que ocupou o prédio da Biociências da Ufrgs com bailarinos, atores, músicos e artistas visuais. A partir daí passou a organizar laboratórios de criação e estudos, destacando o hibridismo de linguagens e sensações. São seus colaboradores diretos ou indiretos as gaúchas Eny Such, Niúra Borges, Marisa Rotenberg e Deborah Finocchiaro; a Cia. de teatro Nú (CE); Arthur Barbosa (CE) e Dalga Darrondo (SP).
Em 2010 passou a residir em espaço próprio, um charmoso sobrado, onde monta e mostra suas criações e promove encontros. Por lá já passaram Olga Roriz (Portugal), Dudude Herrmann (MG), Márcia Strazzacappa e Valéria Franco (SP) e a japonesa radicada em Berlim Minako Seki, tida como referência em dança butô, entre muitos outros nomes. A cada ano, no Dia da Criança, o Meme fecha a rua Lopo Gonçalves e promove uma série de atividades, Sendo a maior parte delas gratuitas.