A peça escrita por Miguel Magno e Ricardo de Almeida em 1979 ficou oito anos em cartaz com os dois e trouxe um desafio para o grupo local em fazer uma versão bem diferente da original. Traz uma sequência de estilos, que vai da tragédia patética à farsa metafísica, passando pelo vaudeville, drama de costumes, fantasia psicológica, delírio romântico e drama carcerário existencial.
Sete personagens femininas representam atrizes com temperamento característico, como Cassilda Becker, Fernanda Montenegro, Ítala Nandi e Leona Cavalli, entre outras. Elas são dirigidas por um coach, "que fica na boca de cena, numa caixa, soprando o texto baixinho e geralmente fala simultaneamente, como os áudios de ouvido dos programas de TV", explica Renato Del Campão, que contracena com Jairo Klein e Andryos Montanari. "A peça se enquadra no teatro do absurdo com estética gay, mas não é direcionada só a este público e possui tom caricatural nas interpretações e cenário, não realista", diz Renato Del Campão.