Arte & Agenda

Gustavo Spolidoro destaca o celular como ferramenta de criação audiovisual

Curso ocorreu na Criatec, em Porto Alegre

Cineasta Gustavo Spolidoro na CRIATEC
Cineasta Gustavo Spolidoro na CRIATEC Foto : Flavia Azolin / Divulgação / CP

A programação de Ocupação Cultural da Escola Técnica de Audiovisual e Economia Criativa (CRIATEC) promoveu, na manhã da terça-feira (13/1), o curso “Audiovisual na prática: como produzir com dispositivos móveis”, ministrado pelo cineasta e professor Gustavo Spolidoro. A atividade, iniciativa da Secretaria da Educação (Seduc) e da Secretaria da Cultura (Sedac), em correalização com o Instituto Estadual de Cinema (Iecine), reuniu jovens do Centro da Juventude Cruzeiro e participantes da comunidade interessados na área do audiovisual.

Com foco na democratização do acesso à produção audiovisual, o curso apresentou o celular como ferramenta criativa potente, capaz de viabilizar desde exercícios simples até produções mais elaboradas, como curtas-metragens e animações. A proposta combinou referências do cinema contemporâneo, estudos de caso e práticas com aplicativos acessíveis, estimulando a experimentação e a autonomia dos participantes.

“Hoje o celular está na mão de todo mundo. A ideia é mostrar que ele pode ser usado não só para consumo, mas para criar, contar histórias e produzir conteúdo audiovisual de qualidade. Existem ferramentas simples, que muitas vezes as pessoas não exploram, e que permitem desde animações em stop motion até transmissões ao vivo e curtas-metragens”, afirmou Gustavo Spolidoro. O ministrante também destacou produções audiovisuais realizadas com dispositivos móveis que alcançaram reconhecimento em grandes premiações do cinema. “Isso mostra que a tecnologia está disponível e que o mais importante é a ideia, a narrativa e a vontade de fazer”, completou.

Entre as participantes, a estudante de cinema Jade Gabriela Tavares, de 18 anos, destacou a importância de revisitar conceitos e ampliar repertórios. “Mesmo fazendo faculdade na área, é muito interessante reaprender e ver outras abordagens. Vim também pelo trabalho do Gustavo, que já conhecia, e achei a oficina bem informativa. O celular é uma ferramenta que a gente já usa muito, então pensar nele como meio de criação audiovisual é essencial”, avaliou.

Já Eduarda Nunes, de 18 anos, recém-formada no ensino médio, contou que o contato com o audiovisual surgiu ainda na escola. “Descobri que gostava da área quando comecei a participar da gravação de um curta-metragem. O curso mostra que é possível produzir sem equipamentos caros, com ferramentas que a gente já tem. Isso aproxima muito os jovens do audiovisual e mostra que é possível seguir nesse caminho”, afirmou.

Esta atividade teve o apoio do RS Criativo e do projeto Nós nas Telas.

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