Começaram o show varrendo (literalmente) qualquer dúvida sobre a animação. Seria, sem dúvidas, uma noite de ritmos, batidas e alegria. O que começa com uma única vassoura, termina em composição harmônica de toques e passos. Bailarinos convincentes e cheios de energia, os artistas do som vão revelando musicadlidades inimagináveis, transformando o simples em virtuose.
Unindo vassouras, desentupidores de vaso, tampas, canos e baldes conseguem extrair alegria sonora de onde menos se espera. Com a presença do humor, o clonw da vez é um dos membros do grupo, que vai conduzindo uma trama delicada mas ao mesmo tempo visceral, sem tirar o foco da magia sonora exposta.
O sucesso não é de hoje. São 24 anos em que o grupo inglês vem consolidando sua fama e apurando sua técnica, produzindo comunicação direta com o público. No palco as palavras são realmente desnecessárias. Quase inexistentes. No final, um "obrigado Porto Alegre" e "Obrigado Brasil".
Quanto aos sons, pode-se observar que, por sua naturalidade, nascem da observação atenta e da meticulosa análise artística dos talentosos jovens. Talvez não se imaginasse, lá em 1991, quando Luke Cresswell e Steve McNicholas surpreenderam com a uma primeira apresentação do Stomp, que na segunda década do século 21, o sul do Brasil vibrasse ainda mais com a cotidianeidade dos sons, reconhecíveis e estimulantes.
O que Porto Alegre viu na última quarta foi uma das trupes viajantes, tal qual "globetrotters do ritmo", que começou por aqui sua turnê nacional. As apresentações seguem na Capital até domingo, para dar conta da procura que tem sido intensa. Apesar de já ter passado por Porto Alegre em 2010, sempre há novidades. Nos sons encontrados, ou no que eles podem causar em cada um de nós. Duas horas de visceralidade rítmica. Prepare-se.