Em parceria com a Associação Lígia Averbuck e o Sesc, o filme está realizando turnês pelo Rio Grande do Sul, junto com a exposição de edições do livro. O projeto começou em março e já passou pelas cidades de Uruguaiana, Santana do Livramento, Canoas, Montenegro e Novo Hamburgo. Estão previstas para serem visitadas neste segundo semestre as cidades de Santa Maria, Passo Fundo, Bagé, Gravataí e o encerramento em Pelotas, cidade do escritor. Neste projeto, Freitas Lima exibe o filme para estudantes e observa que, por ser uma geração atraída pelo audiovisual, o cinema está servindo de incentivo à leitura. “O filme está servindo de porta de entrada para o livro”, comentou.
Como percebeu que muita gente ainda não conhece a obra de Simões Lopes Neto, o cineasta optou por apresentar um prólogo no início do filme que serve como uma espécie de apresentação da obra do escritor, narrado ficticiamente por um de seus personagens. “É incrível observar que, quanto mais o tempo passa, mais forte fica a obra de Simões Lopes Neto”, opina Freitas Lima.
“O filme está pronto”, conta. Mas por ser em formato digital e várias salas de cinema estarem em reforma em Porto Alegre e outras não terem a tecnologia para exibir o digital, ele está aguardando o momento propício para lançar o filme na capital. O cineasta diz que apesar de as histórias tratarem de temas universais, ainda estuda o lançamento nacional do longa, visto que nem sempre o resto do país aceita bem as tramas com temáticas gauchescas.