A escritora Hilda Simões Lopes lança o romance histórico Maya (editora Libretos) neste dia 17 de junho no Centro Histórico Cultural da Santa Casa (av. Independência, 75). Às 18h acontece um encontro da autora com os convidados Antônio Carlos Côrtes e Maria do Carmo Campos no Teatro do CHC e, a partir das 19h, no térreo será realizada a sessão de autógrafos com apresentação do pianista Wyl Fernandez. Com coordenação editorial e design gráfico de Clô Barcellos, o título tem capa de Otávio Teixeira.
Instigada por Mário Mattos, Major Ângelo Pires Moreira e Adão Monquelat para escrever sobre as vivandeiras, Hilda debruçou-se sobre o tema, estendendo sua pesquisa sobre a atuação combativa das mulheres à época da antiga Província do Rio Grande. “Maya é ficção construída com mulheres e vivências verdadeiras. Na cidade irá viver em meio a mulheres autênticas com as quais atravessará os difíceis e verídicos dramas do século oitocentista. Em algumas questões, poucas, o que seria real um pouco além, foi deslocado à época de Maya e, acredito, com sua intuição afiada, tudo houve no tempo certo”, observa a autora.
“Maya” é o décimo primeiro livro de Hilda Simões Lopes, natural de Pelotas. A doutora em Letras Maria Eunice Moreira salienta a força das mulheres dessa história na orelha do livro: “Em uma narrativa poderosa, Hilda Simões Lopes dá vida a personagens singulares, de classes mais abastadas ou escravizadas, cultas ou analfabetas, traçando entre elas o fio do destino e revelando uma faceta pouco explorada do continente sulino. Numa prosa fluida e atraente, Hilda escreve um romance sobre o nosso Rio Grande (mas também sobre o Brasil), que vai dos tempos da escravidão ao final do século XIX, da menina baiana Iara à poderosa Maya e seus ancestrais de África”.