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História do Haiti pelo realismo mágico de Alejo Carpentier

Obra recria um mundo exuberante, descomedido e legendário

História do Haiti pelo realismo mágico de Alejo Carpentier
História do Haiti pelo realismo mágico de Alejo Carpentier Foto : Divulgação
Em "O Reino Deste Mundo", o cubano Alejo Carpentier recria a história do Haiti e inaugura o chamado "realismo mágico". Lançada pela Editora Martins Fontes, a obra é traduzida por Marcelo Tápia, o mesmo de "Os Passos Perdidos". Considerado um romance sobre a história do Haiti, traz recriação incomparável dos acontecimentos que precederam a independência até o país viver o período republicano - a transição de colônia francesa governada por brancos para nação negra regida pelo primeiro monarca coroado do mundo.

Estimulado pela prodigiosa história original e valendo-se de magistral domínio dos recursos narrativos, Carpentier recria nesta obra um mundo exuberante, descomedido e legendário, inaugurando o chamado real maravilhoso ou realismo mágico. Permeada por sucessão de fatos extraordinários, dramática singularidade dos acontecimentos e atitude fantástica dos personagens, tudo se torna maravilhoso em história impossível de situar-se na Europa, tão real para a América. Carpentier nasceu em Cuba em 1904 e morreu na França em 1980. Era filho de francês e de russa, passando infância em Havana. Em 1928, fugiu para a França com o passaporte do poeta francês Robert Desnos. Viveu exilado e voltou a Cuba após a revolução.

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