Arte & Agenda

Histórias de vida e revolução síria nos palcos

“Travessias”, da Cia. Brasileira de Teatro e “Fóssil”, de Natália Gonsales e Sandra Coverloni são atrações on-line gratuitas, nesta quarta-feira


Com Natália Gonsaales, “Fóssil” encerra a mostra gratuita Trilogia da Violência, com sessões hoje e amanhã, 19h, no Youtube Aliança Francesa.
Com Natália Gonsaales, “Fóssil” encerra a mostra gratuita Trilogia da Violência, com sessões hoje e amanhã, 19h, no Youtube Aliança Francesa. Foto : Matheus José Maria (

A Cia. Brasileira de Teatro apresenta “Travessias”, abertura do processo criativo de sua nova montagem, "Sem Palavras", com estreia prevista para o segundo semestre. Dirigida por Marcio Abreu, que assina o texto com Nadja Naira, a transmissão ocorre gratuitamente, pela série Teatro#EmCasaComSesc, às 19h, pelo Instagram @sescaovivo e Youtube Sesc SP.

A trama se passa durante um dia, em um apartamento quase vazio, posto à venda, onde ocorre uma sequência de possibilidades de encontros. Um corpo de mulher está em trânsito; outras sete personagens, também em deslocamento e em transição, passam por esse local. Oito pessoas com diferentes corpos, imagens sociais, referências, histórias de vida, mundos imaginados. Elas podem ser uma só ou muitas outras. Ou ainda aspectos do imaginário de alguém, que é ela, em trânsito, uma pessoa e uma multidão. Pela série Teatro#EmCasaComSesc, a transmissão ocorre às 19h, gratuitamente, no Instagram @sescaovivo e Youtube Sesc SP.

Também às 19h, “Fóssil” encerra a mostra gratuita Trilogia da Violência, com apresentações hoje e amanhã, no Youtube Aliança Francesa. Criado a partir da pesquisa de três anos desenvolvida pela atriz Natália Gonsales e pela dramaturga Marina Corazza sobre o povo curdo e a revolução Síria, a peça com direção de Sandra Coverloni se passa dentro da sala de Luiz Henrique (Flávio Tolezani), diretor da maior empresa de gás liquefeito de petróleo. Anna (Natalia), uma jovem cineasta, vai ao seu encontro em busca de recursos para a realização de um filme sobre a Revolução de Rojava, no norte da Síria.

A cineasta narra o roteiro de seu filme e a importância político-social deste, cruzando histórias de mulheres curdas torturadas da Síria com memórias de mulheres na ditadura brasileira de 64. “Ao olhar para nós à luz dessa revolução, vemos as mulheres que nos geraram, e antes delas, as que geraram nossas mães, e antes delas, as outras, e as outras, e as outras e todas nós. Ao olhar para nós à luz da Revolução de Rojava, sabemos que queremos e que podemos acreditar em utopias por meio de um trabalho diário que deixe nascer outras formas mais justas e libertárias de se pensar e viver”, afirma a autora.  “A montagem que é ao mesmo tempo teatral e cinematográfica, nos leva a refletir sobre questões como os direitos das mulheres, a democracia, as fronteiras e a arte”, completa a diretora. 

 

 

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