Arte & Agenda

História do Moinho da Cascata, em Caxias do Sul, será contada em exposição e visitas guiadas

Experiência cultural une arte, história e educação no projeto “Moinho da Cascata, Passado e Presente”, resultado de um trabalho de pesquisa histórica, arquitetônica e ambiental

O projeto estreia neste sábado e se estende ao longo dos meses de agosto e setembro
O projeto estreia neste sábado e se estende ao longo dos meses de agosto e setembro Foto : Gio Boff / Divulgação / CP

Um dos patrimônios históricos mais antigos, emblemáticos e icônicos de Caxias do Sul, o Moinho da Cascata (r. Henrique Riboldi, 69 – Marechal Floriano) passa a ter a sua história e legado retratados em exposição e visitas guiadas abertas à comunidade e para escolas da rede pública municipal a partir do projeto “Moinho da Cascata, Passado e Presente”. Idealizada pelo Grupo Ueba Produtos Notáveis, que ocupa o espaço desde 2014, a iniciativa que conta com recursos da Lei Paulo Gustavo une arte, história e educação em uma experiência cultural única. São 10 visitas guiadas para estudantes das escolas públicas e 10 visitas para a comunidade, todas gratuitas, com interpretação de libras e duração de até uma hora. Para o público, o projeto estreia neste sábado, dia 23 de agosto, e se estende ao longo dos meses de agosto – coincidindo com a celebração do Dia e Mês do Patrimônio Cultural Brasileiro – e setembro, com visitações guiadas sempre aos sábados à tarde.

As visitas guiadas terão mediação artística do Grupo Ueba e durante o roteiro o público conhecerá mais sobre a história do Moinho, que começou com Aristides Germani, em 1891, como casa de veraneio da família, sediando piqueniques no entorno da beira do Arroio Tega. O local que ganhou relevância no cenário da moagem industrial de trigo no Estado foi a primeira edificação a gerar eletricidade em Caxias do Sul, no ano de 1901, e também a ter a primeira linha telefônica, em 1905. Em 2002, o prédio inserido em meio à natureza urbana foi tombado como patrimônio histórico municipal a pedido da família Tondo, e desde 2014 é gerido pelo Grupo Ueba, que transformou o espaço em centro cultural.

A programação das visitas ganha apoio de uma exposição com 10 painéis em formato de tótens instalados no pátio do Moinho contendo imagens, gráficos, mapas e documentos importantes para apresentar o conteúdo aos visitantes de maneira autoguiada, além de um videodocumentário com cerca de 30 minutos de duração, espaços com audiodescrição e recursos de acessibilidade, valorizando o patrimônio por meio da arte e do afeto. A exposição fará menção ao conteúdo completo disponível na página virtual, criada para servir de fonte de consulta online permanente. As visitas guiadas ocorrem nos sábados à tarde e aos domingos o espaço segue aberto para visitações autoguiadas e exibição do videodocumentário às 16h.

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