No penúltimo final de semana da Bienal do Mercosul, cujo programa destaca as artes africana e afro-brasileira, ações paralelas homenageiam o Dia Internacional da África, celebrado em 25 de maio. Os eventos serão realizados neste domingo, em frente ao Memorial do RS, na Praça da Alfândega, com entrada gratuita. Foi em 25 de maio de 1963, na Etiópia, que foi criada a Organização de Unidade Africana (OUA), com o intuito de defender e emancipar o continente africano. Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu a data como o Dia da África ou o Dia da Libertação da África, para recordar a luta pela independência do continente africano contra a colonização europeia e o regime do Apartheid. Ela também simboliza o desejo de um continente mais unido, desenvolvido e livre.
A agenda abre às 11 horas, com apresentação da Banda Municipal, regida por Davi Coelho da Rosa, e segue às 12h, com “Maculelê”, com Afroativos e Meninas Crespas, projeto da Escola M. S. Alberto Pasqualini, na Restinga, que valoriza a identidade, ancestralidade e representatividade negra.
Às 14h, “Eu Não Sou Macaco” encarna Cláudia da Silva Ferreira, arrastada por uma viatura da PM pelas ruas da favela carioca; Amarildo Dias de Souza, desaparecido após interrogatório na UPP da Rocinha; ao militante gay Paulo Afonso Soares, assassinado em Porto Alegre; e figuras históricas, como João Cândido e os lanceiros negros. O encerramento será com o Coralito, coral com cantores de várias partes do Estado, regido por Ione Goetz, a partir das 15h.
Homenagem ao Dia Internacional da África ocorre neste domingo na Praça da Alfândega
Evento começa às 11h em frente ao Memorial do Rio Grande do Sul