Arte & Agenda

Homenagens em redes socias a Elis Regina

A cantora foi lembrada em diversas postagens no dia de seu nascimento, 17 de março

Elis Reginas foi lembrada nesta quarta-feira por seus parceiros musicais
Elis Reginas foi lembrada nesta quarta-feira por seus parceiros musicais Foto : CP Memória

A cantora Elis Regina (1945 – 1982) foi lembrada por Gilberto Gil, Milton Nascimento e Caetano Veloso e, claro, seu filhos. Os músicos fizeram postagens nas suas redes sociais. A artista, se estivesse viva, faria 76 anos, nesta quarta-feira, dia 17.

Maria Rita, filha de Elis, publicou a mensagem: 

Simplesmente, ela. É saudade, é vazio, é colo. Minha sempre homenagem à vida tão intensamente vivida. Gratidão, mãe, por tanta honra e orgulho que carrego no peito. Feliz aniversário!

Gilberto Gil e sua equipe escreveram:  

A obra de Gil encontrou-se com a voz de Elis em diversos momentos. No Festival da MPB de 1966, quando ela apresentou a canção “Ensaio Geral”. Em “Se Eu Quiser Falar Com Deus”, numa interpretação tão marcante que fez Gil se questionar se poderia ele cantar a música outra vez.

E na canção feita pra ela, “O Compositor Me Disse”, um recado de Gil em forma de música com a receita para o relaxamento ao cantar, algo que Elis se queixava. “Ela tinha admiração por minhas inclinações pela yoga, gostava do meu modo de gostar disso. E gostava de me gravar. Elis foi a cantora que mais me gravou”, contou Gil. Hoje lembramos com carinho e saudade da Pimentinha.
 

Milton Nascimento declarou:

Hoje, 17 de março, o grande amor da minha vida completaria 76 anos! Todas as músicas que eu fiz na vida foram para Elis Regina. Ela dizia que eu nem precisava botar letra numa música que ela já sabia o que eu estava querendo dizer. Sinto muita falta dessa amizade, que foi das coisas mais fortes que já me aconteceram. Como é bom relembrar nossos encontros!

Caetano Veloso relatou:

Hoje, se viva, Elis Regina completaria 76 anos. Ouvi Elis pela primeira vez vendo-a na televisão. Foi em Salvador e nós, os baianos que chegaram ao eixão na esteira de Bethânia no Opinião, já tínhamos um esboço de visão da música popular numa perspectiva brasileira. Tive reação semelhante à que muitos tiveram: finalmente uma cantora moderna, em pleno domínio de seus recursos, aparecia na cena profissional e já embalada para alcançar massas de ouvintes. Era indubitavelmente um largo passo dado. Éramos todos, Elis e nós, esforços de criação dentro do universo exigente que foi o imediato pós-bossa nova.

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