Arte & Agenda

Ian Ramil lança crowdfunding para finalizar segundo disco

“Derivacivilização” será lançado em setembro, com show que passará pela Redenção

Ian (centro) e banda: da esq para dir. Martin Estevez (bateria), Felipe Zancanaro (guitarra), Guilherme Ceron (baixo) e Pedro Dom (piano e clarinete)
Ian (centro) e banda: da esq para dir. Martin Estevez (bateria), Felipe Zancanaro (guitarra), Guilherme Ceron (baixo) e Pedro Dom (piano e clarinete) Foto : Tuane Eggers / Divulgação / CP
“Derivacivilização é coisa inteira, interligada, a caminho do desconhecido, ir pra Pelotas sem mostrar as canções pros músicos antes, gravar em casa, não deixar intervalos entre as músicas e ordenadamente conectá-las por uma espécie de narrativa subjetiva”. É abraçando essa narrativa subjetiva, com uma veia orgânica, caseira, que Ian Ramil tenta definir em poucas linhas o próximo trabalho que está prestes a sair do forno, gravado em uma imersão de 15 dias na casa onde ele passou a “infânciadolescência”, em Pelotas.

A novidade ganha o status de segundo disco de estúdio do músico, mas, na verdade, começou a ser construída antes mesmo de seu álbum de estreia, homônimo, de 2014. No entanto, esse espaço que resistiu por três anos foi necessário para chegar ao ponto pretendido, e que hoje permite a Ian o desabafo: “Eu tô realmente muito orgulhoso e realizado com o que fizemos!”. Toda essa falta de pressa deu a condição que o músico precisava para fazer o disco como queria - e com quem queria: o álbum tem colaborações do calibre de Filipe Catto a Alexandre Kumpinski (Apanhador Só).

Produzido de maneira totalmente independente, sem “amarras” como ele mesmo define, “Derivacivilização” agora chega à reta final e parte para o crowdfunding, mais especificamente no Catarse, uma plataforma de colaboração sustentada na internet e que permite que qualquer pessoa ajude com a quantia que puder o novo disco de seu músico preferido, projeto de amigo, o que for.

É nesse esquema que Ian espera arrecadar os cerca de R$ 25 mil necessários para cobrir desde a finalização da arte gráfica, fabricação dos CDs até o trabalho de divulgação e assessoria de imprensa. E ninguém sai de mão abanando, as colaborações rendem recompensas tais como camiseta exclusiva, CD, pôster e, para os entusiastas do vinil, até LP entra na roda. Para saber mais sobre as quantias e como ajudar o CD a ganhar vida, está tudo explicado aqui. O apoio pode ser feito até 9 de setembro.

Acidez
Seguindo a conclusão do próprio Ian, “Derivacivilização” vem mais ácido e pesado que o trabalho anterior. Com letras mais diretas, as dez canções - Coquetel Molotov, Derivacivilização, Salvo-Conduto, Corpo Vazio, Devagarinho, Artigo 5°, A Voz da Indústria, Quiproquó, Rita-Cassete (a re par ti ção) e Não Vou Ser Chão Pros Teus Pés - gravadas e ensaiadas nesta sequência, pelo nome já induzem o que se pode esperar da obra. “Musicalmente, é um disco mais pesado e ácido, mais explosivo e potente como costumam ser os shows. Ele foi gravado com a banda que me acompanha há alguns anos, por isso é muito mais próximo do que fazemos ao vivo”, define o músico. 

E o “ao vivo” do novo show já tem data e CEP. Começa com uma turnê entre México e Colômbia agora no início de setembro e logo depois, em outubro, desembarca em Pelotas e Porto Alegre - onde terá uma apresentação gratuita em plena Redenção. No entanto, enquanto o processo ainda se concretiza, você pode conferir abaixo o vídeo promocional do projeto no Catarse, que já inclui um bom aperitivo com trechos das inéditas:

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