O Instituto de Leitura Quindim (Brasil) realiza, em parceria com o Bichinho do Conto (Portugal) e a Kacimbo Produção Cultural (Angola), “Quintal da Língua Portuguesa”, que oportunizará encontros online sobre literaturas em Língua Portuguesa, para pensar e discutir as interfaces culturais e artísticas do universo das obras dos países falantes deste idioma. As conversas acontecerão via Zoom, no segundo sábado de cada mês, ao longo do ano de 2021. As inscrições são feitas no site Instituto de Leitura Quindim (link https://bit.ly/36BUfSv).
Os três primeiros convidados a participar dos bate-papos serão o escritor angolano Ondjaki (13 de fevereiro), o autor português Afonso Cruz (13 de março) e a poeta brasileira Cida Pedrosa (10 de abril), sempre às 14h (horário de Brasília), 17h (Lisboa) e 18h (Luanda). Criado em 2011, no Rio de Janeiro, por um grupo de artistas, dentre eles os membros-fundadores, Edna Bueno, Lucília Soares, Ninfa Parreiras, Ondjaki e o presidente do Instituto de Leitura Quindim, Volnei Canônica, o Quintal retoma o projeto reunindo escritores, editores, especialistas, estudiosos e leitores para conversar sobre a relação de cada convidado com a Língua Portuguesa. O objetivo é explorar o fazer literário e a arte, sempre promovendo a troca de ideias, experiências e sotaques. A curadoria dos encontros contará com o time original, incluindo Mafalda Milhões.
Sentar ao redor de uma mesa, embaixo de uma árvore, trocar ideias com gerações diferentes faz parte deste território chamado quintal. Este clima descontraído é o objetivo dos encontros do Quintal da Língua Portuguesa, que ultrapassa as fronteiras físicas em tempos de distanciamento social, provocado pela pandemia de Covid-19, conforme explica Volnei. “Somos uma grande família unidos pela Língua Portuguesa, mas com sotaques, costumes e peculiaridades que nos aproximam e nos diferenciam. O Quintal é um espaço afetivo, acolhedor, de vivências e colheitas", afirma.
Sobre o angolano Ondjaki
Nascido em Luanda, Ondjaki é artista plástico, cineasta, poeta e escritor, com livros traduzidos na França, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e China. Entre suas premiações estão: Prémio Sagrada Esperança (Angola/2004) e Prémio Literário António Paulouro (Portugal/2005) com “E se amanhã o medo”; e Grande Prémio APE (Portugal/2007) com “Os da minha rua”. Ondjaki foi o único representante africano entre os 10 escritores finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2008. Foi premiado ainda com Grinzane for Africa Prize - Young Writer (Etiópia/Italia/2008); em 2010 venceu o Prêmio Jabuti na categoria juvenil e Prémio FNLIJ 2010 “literatura em Língua Portuguesa”, com o romance “Avó Dezanove e o Segredo do Soviético”; Prémio Caxinde do Conto Infantil, com “Ombela, a estória das chuvas” (Angola, 2011); Prémio Bissaya Barreto 2012, com “A bicicleta que tinha bigodes” (Portugal, 2012), obra que lhe rende também o Prémio FNLIJ 2013 “literatura em Língua Portuguesa”; Prémio José Saramago 2013 por “Os transparentes”; Prémio FNLIJ 2014 “literatura em Língua Portuguesa”, com “Uma escuridão bonita” (Brasil); Prémio Littérature-Monde 2016, na categoria de literatura não francesa, com o livro “Os Transparentes”.