Nadezhda Tolokonnikova fez uma greve de fome em setembro durante oito dias, para protestar pelas condições de detenção no mesmo campo de trabalho, onde ela denunciou que havia sido reduzida a uma situação de quase escravidão. Ao ser hospitalizada em 1º de outubro, a artista encerrou a greve. "Consideramos o retorno à colônia uma grave degradação de sua situação", afirmou Verzilov.
O marido da Tolokonnikova disse que as autoridades penitenciárias haviam prometido aos advogados que ela seria enviada a outro centro de detenção. "É uma decisão política, uma vingança", afirmou. Tolokonnikova acusa o diretor adjunto do campo, Yuri Kuprianov, de tê-la ameaçado de morte depois que divulgou uma carta na qual denunciava as condições de detenção.
Segundo ela, as prisioneiras são sistematicamente humilhadas e obrigadas a trabalhar 16 ou 17 horas por dia, vivendo em condições de higiene precárias. A carta recordou os gulags soviéticos e provocou polêmica na Rússia.