"Não há estrelas, não existe um Elvis (Presley) ou sequer um Prince. Falta presença de palco, todos parecem lixeiros. Se vestem pior do que o público que vai assisti-los", completou Simmons, de 62 anos.
Paul Stanley, vocalista do Kiss, foi ainda mais longe na crítica. "Os músicos que aparecem como garçons não percebem que há mais coisas. Quando uma grande banda está no palco, precisa dar tudo de si", ensinou.
O grupo defendeu as ativistas da banda de punk russa Pussy Riot, que foram condenadas a dois anos de prisão por protestar contra o presidente russo. "Elas são garotas muito bonitas. Não são uma boa banda, mas elas têm o direito de fazer o que querem", disse Simmons. "É muito ruim que políticos entrem no caminho de bandas de rock", acrescentou.
Elogios para Gaga
Sem maquiagem na entrevista, os autores de clássicos do rock como "Rock and Roll All Night" e "I Was Made For Lovin' You" concordaram que Lady Gaga é o destaque do mundo da música. "A única estrela do rock agora é Lady Gaga", sentenciou Simmons.
O guitarrista Tommy Thayer, de 51 anos, completou: "Ela sim é uma estrela". "Há boas bandas, sou fã dos Foo Fighters, mas me deem uma estrela!", insistiu Simmons.
"Por isto existimos há 40 anos, porque as pessoas sabem que quando nos assistem, o investimento vai valer a pena, elas serão entretidas. Temos orgulho de ser animadores e somos uma tremenda banda de rock", completou Stanley, de 60 anos.
Megalivro
O megalivro lançado pelo Kiss, pensado como um objeto de colecionador, percorre os 40 anos da banda e inclui 127 fotografias, algumas inéditas. Apenas 1 mil exemplares serão vendidos, todos assinados pelos quatro integrantes.
Eles também afirmaram que o próximo álbum do Kiss foi gravado com equipamentos analógicos porque acreditam na "beleza da imperfeição". "Monster", 20º álbum de estúdio, deve ser lançado em outubro.