O secretário de Cultura, Jorge Coscia, disse que não concorda com a tentativa de proibição, mas criticou Vargas Llosa. Coscia chamou o peruano de "reacionário, inimigo das indústrias culturais e útil a um sistema de dependência cultural na América Latina". "Parece-me válido que os intelectuais tomem partido. No que não estou de acordo é na proibição", declarou.
Aurelio Narvaja, da editora Colihue, também pediu a retirada do convite a Vargas Llosa para a abertura da Feira em 20 de abril, apesar de considerar o peruano merecedor do Nobel. "Cristina Fernández é um desastre total. A Argentina está conhecendo a pior forma de peronismo, populismo e anarquia. Temo que seja um país incurável", afirmou Vargas Llosa recentemente ao jornal italiano Corriere della Sera.
Ao jornal espanhol El País, o autor de Panteleão e as Visitadores afirmou que Cristina Kirchner e o falecido marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, são "capitalistas exemplares que conseguiram multiplicar sete vezes seu capital".