Além de Drexler, apenas outros dois músicos dividiram o palco para tocar. E, sem muitas novidades musicais para apresentar, eles revisitaram os sucessos da carreira do uruguaio, abrindo o show com “Hermana Duda”. Ao longo de aproximadamente duas horas de apresentação, também passaram pelos microfones hits como “Eco”, “Noctiluca”, “Tres Mil Millones de Latidos”, “Inoportuna”, “Don de Fluir”, “Guitarra y Vos”, entre outros – quase todos cantados de cor pelo público de cerca de 3 mil pessoas. E boa parte com uma versão nova.
Quase uma tradição nos shows de Drexler em Porto Alegre, Vitor Ramil – amigo de longa data do uruguaio – deu uma palhinha ao cantar “12 segundos de oscuridad”. A novidade ficou por conta de “Habitación 316”. A música, lançada no aplicativo, é interativa e pode ser editada em tempo real. Drexler convidou alguns fãs para subir ao palco e tocou a canção tal como eles a montavam.
Vitor Ramil no bis
Após mais de 20 músicas, o uruguaio começou a se despedir. Deu tchau, mas voltou para o bis e, mesmo com todo o astral proporcionado por “Todo se Transforma”, as luzes não se apagaram. Ficou a expectativa, recompensada segundos mais tarde. Jorge Drexler voltou ao palco para um segundo bis, cantando “Las Transeuntes” e encerrando com “Amar La Trama”, aí com a participação de Vitor e Ian Ramil, que havia feito o show de abertura.
A música-título do último álbum do uruguaio terminou quase à capela e com Drexler ajoelhado, aplaudido intensamente pelo público que estava ansioso por vê-lo. E que já deve estar novamente.
“Disco voador do Araújo”
Justo na turnê chamada “Mundo Abisal”, Jorge Drexler se mostrou encantado com o que chamou de “disco voador do Araújo Vianna”, em referência à arquitetura do auditório. A brincadeira foi improvisada tanto em verso cantado no início do show quanto em tuítes postados por ele à tarde.
De Porto Alegre, o uruguaio levará sua turnê a Florianópolis, onde se apresenta nesta quinta-feira. Em seguida, ruma a São Paulo e termina o giro no Brasil no Rio, dia 17.