Irmãos Coen abrem Festival de Berlim este ano

Irmãos Coen abrem Festival de Berlim este ano

Brasil não compete, mas tem representantes na seção Panorama

AE

Joel e Ethan Coen receberão homenagem em Berlim

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Presidentes do júri do Festival de Cannes, que outorgou a Palma de Ouro para "Dheepan", do francês Jacques Audiard, os irmãos Ethan e Joel Coen recebem nova homenagem de outro grande evento de cinema europeu.

Desta vez, eles inauguram oficialmente o Festival de Berlim, ou Berlinale, que começa na quinta-feira e se estende até domingo - mas com uma particularidade: o anúncio dos prêmios, incluindo o cobiçado Urso de Ouro, será feito no sábado este ano.

"Ave, César" é o título do novo filme dos irmãos, que retoma os bastidores de Hollywood - como "Barton Fink: Delírios de Hollywood", com o qual ganharam a Palma de Ouro de 1991. O longa também acrescenta não uma pitada, mas boa dose do clima de paranoia de Guerra Fria, como o roteiro que escreveram para Steven Spielberg, "Ponte dos Espiões" (e o background de "Trumbo - Lista Negra", de Jay Roach, atualmente em cartaz nos cinemas).

Brasil fora da competição

O Brasil não participa da competição, mas nem por isso estará ausente da Berlinale. Anna Myulaert volta à seção Panorama de Berlim para mostrar seu novo longa, "Mãe Só Há Uma". No ano passado, ela exibiu por lá "Que Horas Ela Volta?", que já havia sido premiado em Sundance, dias antes. 

O longa venceu o prêmio do público em Berlim, cumpriu uma bela carreira internacional e, até no Brasil, teve um upgrade de bilheteria depois de ser indicado para concorrer a uma vaga na disputa de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar

Mulheres no Festival de Berlim

Talvez atendendo a uma solicitação da Ministra da Cultura da Alemanha, que, no festival passado, cobrou do diretor artístico - e presidente da Berlinale -, Dieter Kosslick, uma maior presença feminina, o festival deste ano terá o comando de uma mulher, Meryl Streep, que vai presidir o júri.

Não é a primeira vez que isso ocorre - em anos recentes, outra atriz, Tilda Swinton, ocupou o cargo. Mas os números permanecem modestos - dos 18 filmes em concurso, somente dois são assinados por mulheres, a alemã Anne Zohra Berrached e a francesa Mia Hansen-Love.

E, claro, temos Anna. Essa questão do feminismo - o espaço da mulher no mundo, e no cinema - envolveu a diretora no ano passado. Repercutiu muito nas redes sociais o episódio de abuso que ela sofreu durante um debate no Recife com dois colegas também diretores, Cláudio Assis e Lírio Ferreira. Em outro momento, sua relação ficou tensa com os produtores da Gullane Filmes, que produziu "Que Horas Ela Volta?". Anna pede tempo. Não quer mais falar do assunto. "Foi uma coisa que me machucou muito", diz.


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