Falecido nesta segunda-feira, o músico Flávio Basso, conhecido popularmente como Júpiter Maçã, assinou e interpretou composições que marcaram a cena do rock gaúcho nas décadas de 1980 e 1990. Respeitado por artistas de sucesso e ícone do underground, Basso colecionou hits em carreira solo ou como integrante das bandas TNT e Cascavelletes.
Suas músicas transitam com originalidade entre as mais diversas referências, e impactam com letras que transbordam psicodelia e ignoram os freios comerciais ou os "bons modos", bem ao gosto do rock n'roll, como atesta o músico Frank Jorge: “Aprendi - assim como outros músicos - a ter uma convicção 'rock'n rollzística' convivendo com ele”, disse, em entrevista na noite desta segunda-feira, na qual confessou estar “muito triste mesmo”.
“No início dos Cascavelletes, Flávio era uma verdadeira usina criadora: canções, linhas de baixo maravilhosas, letras intrigantes, ideias para backings-vocals. Tinha um humor permanente, irreverente, sarcástico, adorava estar no palco. Tinha uma convicção artística muito forte, muito confiante.”
O último contato entre os dois havia sido em 2007, mas desde então Frank contou que seguiu acompanhando a carreira de Júpiter Maçã: “Inquieto, muito capaz, vibrante como sempre, não se limitou a reprocessar apenas o rock dos anos 50 e 60 - tarefa que fez e muito bem, mas foi adiante, flertou com bossa nova, jazz, música eletrônica, folk rock, glam rock”.
Alguns dos hits da carreira solo e das bandas TNT e Cascavelettes:
Júpiter Maçã colecionou hits ao longo da carreira
Ex-colega, Frank Jorge recordou parceria com Flávio Basso