O proprietário do estúdio onde Júpiter Maçã costumava gravar suas produções, Lucas Hanke relatou que o músico estava preparando um novo álbum. "Ele estava compondo canções para um disco em português e inglês", comentou.
Morto nesta segunda-feira, por falência múltipla de órgãos, Júpiter queria voltar ao estúdio Marquise 51 no início de 2016, conforme Hanke. "Fazia uns 15 dias que ele não aparecia. Mas nós iríamos reunir a banda no verão para gravar as músicas", projetou.
Além de Hanke como baixista, os outros músicos do conjunto são Júlio Sasquat (bateria), Gabriel Guedes (guitarra) e Leonardo Boff (teclados). Cantor, compositor, músico e cineasta, Jupiter começou a carreira nos anos 1980 com o TNT e mais tarde passou para os Cascavelettes. Em 1996, o cantor iniciou a carreira solo. No mesmo ano, trocou seu nome para Jupiter Maçã e lançou o psicodélico disco de estreia "A Sétima Efervescência". Algum tempo depois, o álbum foi eleito pela revista Rolling Stone como um dos 100 discos brasileiros mais importantes da história.
Mudando o nome novamente para Jupiter Apple, em 1999, ele lançou o delicado e “bossa novístico” "Plastic Soda". O disco foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Os álbuns seguintes foram "Hisscivilization" (2002) e o bluesy/folky "Bitter" (2007).
Em 2008, Jupiter lançou "Uma Tarde na Fruteira", no qual estão os hits "A Marchinha Psicótica de Dr. Soup" e "Beatle George". O single de 2009 "Modern Kid" foi eleito pela revista Rolling Stone como uma das melhores canções do ano. Em 2010, foi a vez de um novo single: "Calling All Bands", um hino à cultura das bandas pop.
Júpiter Maçã estava preparando músicas para gravar em 2016
Proprietário do estúdio Marquise 51 diz que banda iria se reunir no verão