Após seis semanas de julgamento, o médico Conrad Murray foi condenado por homicídio culposo pela morte do cantor Michael Jackson, em 2009. A decisão foi tomada pelo júri, que considerou que houve negligência no atendimento ao cantor e que foi dada uma dosagem alta de propofol, que provocou overdose no artista. A sentença será divulgada no dia 29 de novembro.
Ao final do veredicto, Murray saiu algemado direto para a carceragem. Ele não terá direito a fiança. Sua pena poderá chegar a quatro anos de cadeia, mas também pode ser convertida em condicional com obrigação de prestar serviços à comunidade. Em frente ao tribunal, uma multidão de fãs do rei do pop comemorou o veredicto.
O cardiologista, de 58 anos, era médico particular de Jackson e o tratava com vários sedativos, entre eles o potente anestésico propofol, para ajudá-lo a dormir. Na manhã de 25 de junho de 2009, Murray administrou propofol no músico após outros sedativos não terem surtido efeito durante a noite. Em seguida, o médico deixou a casa do artista e, ao retornar, teria encontrado-o já sem vida, conforme relatou. O promotor David Walgren disse, em seu discurso final, que o médico foi negligente e que teria agido estimulado somente pelo salário de US$ 150 mil. Walgren disse ainda que Murray inventou elaboradas mentiras para esconder a culpa na morte.
A defesa do médico, no entanto, argumentava que o autor de "Thriller" era um viciado desesperado que causou a própria morte ao tomar mais medicamentos enquanto Murray estava fora. O advogado de Murray, Ed Chernoff, também questionou a integridade das testemunhas da acusação, sugerindo que os colaboradores do ícone do pop armaram uma versão para obter dinheiro dos veículos ávidos por notícias.
Júri declara médico culpado pela morte de Michael Jackson
Pena de até quatro anos para Conrad Murray será divulgada no final de novembro