A multimilionária apresentou uma queixa contra o escritório Russell após a publicação em julho de um artigo no jornal britânico Sunday Times, revelando que ela havia publicado sob um pseudônimo um romance policial chamando "The Cuckoo's Calling". Ela escreveu o livro sob o nome de Robert Galbraith, descrito como um ex-membro das forças armadas que trabalha na Defesa Civil.
Russell reconheceu que um de seus sócios, Chris Gossage, havia revelado o segredo a uma amiga, Judith Callegari, que então passou a informação para o Sunday Times. "JK Rowling ficou chocada e abalada por essa traição", afirmou sua advogada, Jenny Afia, à Alta Corte de Londres.
A escritora também anunciou que doará a renda de seu livro para a mesma instituição de caridade a partir de 14 de julho e por três anos. Assim, ela deseja agradecer aos soldados que ajudaram em sua pesquisa para o livro.
"The Cuckoo's Calling" conta a saga de um ex-soldado ferido no Afeganistão que se tornou um detetive particular e investiga o suicídio de um modelo. "Sempre tive a intenção de doar para a caridade os direitos autorais de Robert Galbraith, mas eu não esperava que o livro aparecesse na lista dos mais vendidos apenas três meses após seu lançamento. Na verdade, eu nunca tinha imaginado que ele poderia estar na lista", declarou a escritora em um comunicado.
Antes da revelação da autoria do livro, que foi elogiado pela crítica, foram vendidos 1,5 mil cópias em um formato encadernado, o primeiro lançado pela editora. Porém, depois da descoberta, as vendas dispararam desde então. J. K. Rowling é autora da famosa série do feiticeiro "Harry Potter".