Gulliver, apaixonado pela editora de Turismo, acaba viajando para escrever uma matéria sobre o Triângulo das Bermudas. Quer é conquistar a moça, mas acaba sendo transportado para uma terra desconhecida, Lilliput. Nesse mundo fantástico, ele finalmente se torna uma grande figura - em tamanho e no ego. Começa a contar histórias mirabolantes em que leva o crédito pelas maiores invenções do seu mundo, colocando-se como protagonista de acontecimentos históricos.
Mas quando Gulliver se dá mal, em batalha com os inimigos de seus pequenos amigos lilliputianos, precisa consertar o estrago que causou. Se, no original de Swift, Gulliver regressa à Inglaterra para ensinar aos outros as virtudes que aprendera, na versão atual fica uma "lição musical" e uma tentativa de mostrar que o rapaz aprendeu que o que realmente importa é a grandeza interior.
Mesmo com a mensagem final, a diversão se mostra como a tônica do desejo dos produtores, incluindo o próprio Black, que se uniu ao diretor Rob Letterman, ao roteirista Joe Stillman ("Shrek") e ao coprodutor (e executivo da Davis Entertainment) Brian Manis para tornar a história mais atual.
O diretor Rob Letterman já havia analisado as interações de personagem recém-agigantada com seu novo ambiente e amigos na animação em 3D "Monstros Versus Alienígenas". Existe, sim, uma certa verossimilhança com as clássicas aventuras de Gulliver, mas a contextualização é com o globalizado mundo contemporâneo. "As Viagens de Gulliver" ficou atual na estética, mas perdeu no conteúdo.
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