O filme “Nocaute” estreia nesta quinta-feira nos cinemas. A direção é de Antoine Fuqua (EUA), um cineasta enérgico que frequentemente realiza produções no gênero ação ou policial. Em sua filmografia estão, por exemplo, “Dia de Treinamento” (2001) e “O Protetor” (2014), entre outros com cargas expressivas de violência. Em “Nocaute”, ele não foge deste estilo para contar o drama de um boxeador profissional impulsivo. Sua mulher (Rachel McAdams) deseja que ele diminua a participação em campeonatos para poupar a saúde. Mas uma série de incidentes fará com que o atleta sofra diversas perdas e decaia no ranking.
O protagonista é vivido pelo versátil Jake Gyllenhaal. No ano passado, muitos já reclamaram que ele não foi indicado ao Oscar de Melhor Ator pelo papel do cameraman psicopata de “O Abutre”. Agora, como o lutador Billy Hope, ele tem nova chance de ser indicado ao prêmio. Hope vai da fama à desgraça. Para se reerguer, pede ajuda a um ex-treinador (Forest Whitaker) para voltar aos ringues.
A união de cinema e boxe já rendeu Oscars a filmes como “Rocky” (1976) e “Touro Indomável” (1980). Em “Nocaute”, é possível que isso se repita, especialmente pela narrativa de superação, que a Academia sempre aprecia. O desempenho de Gyllenhaal é realmente elogiável, especialmente pelo esforço físico a que se submeteu através de um rigoroso treinamento de meses. As cenas de luta foram atualizadas com técnicas mais recentes e suas coreografias são dignas de admiração. Mas o drama não foge de figuras caricatas e uma história previsível. Vale citar que o rap está presente em todo o filme, não apenas na figura do músico 50 Cent, que faz o papel de empresário, mas na trilha sonora de James Horner e com produção executiva de Eminem.
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Jake Gyllenhaal sai na frente pela corrida do Oscar
"Nocaute" estreia nesta quinta-feira nos cinemas