Pronto para a estreia na próxima quarta-feira, "Et si on Vivait Tous Ensemble" (Por que não vivemos todos juntos?) fala sobre pessoas que decidem viver juntas, para dividir as alegrias e os desafios da velhice. Este é o primeiro filme francês de Fonda desde sua estreia em 1972, em "Tout Va Bien" (Tudo vai bem), com o diretor da Nouvelle Vague, Jean-Luc Godard.
"Quando você é velho, prepara uma lista de tudo que quer fazer antes de morrer", salientou Jane. A atriz, que já foi guru da boa forma e completa 74 anos no próximo mês, disse que o filme de Stephane Robelin fala de várias questões que ela discute em um novo livro: o que as pessoas sentem quando ficam idosas, além do sexo entre essas pessoas.
"De fora, observando a velhice, é assustador. Mas quando eu fiz meus 60, 70, eu percebi que nunca tinha sido tão feliz", destacou a atriz. "Primeiramente, eu tenho um amor, eu tenho um amante. E depois, eu tenho saúde," explicou Jane. "Eu também tenho uma atitude muito positiva".
Como a personagem dela no filme, Fonda é sincera como sempre sobre sexo. "Você não tem que continuar com sua vida sexual na velhice, mas, para aqueles que querem, você tem que manter a sexualidade do seu corpo, você tem que pensar em masturbação, por exemplo", disparou. A atriz também tem em comum com a personagem a preocupação em se preparar e até planejar a própria morte. "Ela compra o próprio caixão, ela quer uma cerimônia alegre, com todos bebendo champanhe. Eu estou completamente de acordo com isso. Não tenho medo de morrer", frisou a atriz.
"Frequentemente penso sobre o fim, sobre como eu queria que fosse. Eu quero estar rodeada de amor, com meus filhos, meus netos, meus amigos. Eu quero dizer algumas sábias palavras", projetou Jane Fonda. "Mas, para merecer esse amor, você tem que viver de certa forma entre o agora e o depois. Eu tenho que manter minha mente ativa para obter sabedoria."