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Japonês Miike apresenta "13 Assassins" no Festival de Veneza

Diretor afirmou que a película é direcionada para as novas gerações

Japonês Miike apresenta 13 Assassins no Festival de Veneza
Japonês Miike apresenta 13 Assassins no Festival de Veneza Foto : AFP
O cineasta japonês Takashi Miike apresentou, nesta quinta-feira, no Festival de Veneza, o filme "13 Assassinos", no qual ele resgata a era dos samurais. Miike afirmou que concebeu a película tendo em mente a educação das novas gerações. "O que realmente me assusta é que as pessoas não sabem que esta é a história do nosso passado recente", lamentou Miike, sobre o drama de ação, ambientado no Japão feudal de meados do século XIX.

"A história não se passa no passado remoto, mas em um passado mais recente, que nossos bisavós viveram", afirmou. "É algo que deve ter acontecido na vida real.” Para ele, é triste que "o cinema japonês possa ter esquecido como lidar com estes filmes de época". O "remake" de ação de um filme de 1963, rodado pelo falecido Eiichi Kudo, surpreendentemente fiel ao gênero para um diretor conhecido por seu estilo floreado, aborda a ascenção ao poder do sádico Lorde Naritsugu e de um elaborado plano suicida para assassiná-lo.

Doze samurais têm o apoio de um 13º guerreiro, Koyata (interpretado pelo galã Yusuke Iseya), armado apenas com um estilingue, para dar comicidade ao longa. A fita evolui para terminar em uma cena final de combate digna de um 'blockbuster'. Um cineasta tão prolífico quanto versátil, Miike também exibiu em Veneza "Zebraman", uma paródia de filmes de super-heróis, apresentado fora da competição.

Zebraman é um super-heroi cheio de defeitos, cuja missão é defender "a paz, a Justiça e o jeito japonês de viver". Miike disse o filme se inspirou em seu programa favorito na infância. "Realmente sofri influência dele. Em 'Zebraman', a mensagem é que se você acredita em alguma coisa, ela vira realidade", acrescentou. 

Também nesta quinta foi exibido, na mostra competitiva "The Solitude of Prime Numbers", do italiano Saverio Costanzo. O filme trata sobre um vínculo entre dois jovens assombrados por traumas da infância se baseou no primeiro romance de Paolo Giordano, que ficou famoso na Itália ao ganhar o prêmio de literatura Strega, o mais respeitado do país.

O filme é uma interpretação fiel do livro, exceto pelo uso de 'flashbacks' ao invés da narrativa cronológica. "Tentamos fazer tudo acontecer no momento afetivo. Não há dias, há apenas o momento afetivo", disse Constanzo. Enquanto Mattia (Luca Marinelli) se tortura com a culpa pelo desaparecimento de sua irmã gêmea com problemas mentais, Alice (Alba Rohrwacher) é torturada por uma lesão incapacitante na perna, provocada por um acidente durante treino de esqui, o qual ela atribui ao pai por pressioná-la demais para se tornar uma campeã.


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