O show “An Evening With Joan Baez” terá canções dos 55 anos de carreira e do mais recente CD “Day After Tomorrow” (2008), quando comemorou 50 anos de carreira com turnês pelos Estados Unidos e pela Europa. O show na Capital abre a turnê no Brasil que segue sexta para o Rio de Janeiro e domingo, em São Paulo, ambos no Teatro Bradesco. Joan Baez estreou em 1959 no Newport Folk Festival. O disco “Joan Baez”, de 1960, entrou para o Grammy Hall of Fame, e a Anistia Internacional criou um prêmio com o seu nome: “Joan Baez pelo Destaque e Serviço Inspirador na Luta Global pelos Direitos Humanos”. A cantora e compositora que impulsionou a carreira de Bob Dylan, no início dos anos 60, reconhece que a mágica atmosfera daquela década não voltará mais. n Há uma grande diferença. “Os anos 60 não serão mais repetidos. Foram cercados de mágica, por explosão de talento e com uma atmosfera política ímpar. Foram os anos de Beatles, Rolling Stones, Joni Mitchell, Bob Dylan. Será difícil surgir tanta gente boa em uma só década”, afirma.
Conhecida por lutar pelos direitos civis, Joan confessa ter um sonho: “O meu sonho é que os mínimos direitos civis sejam respeitados. Que a aliança, o respeito e a boa convivência entre negros e brancos avance e seja uma realidade”, frisa a ativista que cantou “We Shall Overcome”, na marcha por Martin Luther King, em 1963, inspirou Vaclav Havel na luta pela República Tcheca e foi uma das personalidades resistentes à Guerra do Vietnã. No set list da noite devem estar “Diamonds and Rust”, “Gracias à la Vida”, de Violeta Parra, e “It's All Over Now, Baby Blue”, de Dylan. “Espero que o público de Porto Alegre seja tudo o que se fala dele, que ama a música e participa dos shows com paixão inigualável”, conclui a cantora.