Arte & Agenda

Joaquim da Fonseca falou sobre sua trajetória em evento cultural em Porto Alegre

Como inspiração para uma pintura ao vivo, o artista utilizou uma página do jornal Correio do Povo

O artista plástico e ilustrador Joaquim da Fonseca falou sobre sua técnica artística
O artista plástico e ilustrador Joaquim da Fonseca falou sobre sua técnica artística Foto : Marcello Campos / Divulgação / CP

O artista plástico e ilustrador Joaquim da Fonseca, um dos maiores nomes da aquarela no Rio Grande do Sul, foi o protagonista de mais uma edição do projeto "Roda de Cultura". O evento gratuito ocorreu no dia 1º de julho no Espaço Cultural do Hotel Praça da Matriz (HPM), localizado no coração do Centro Histórico de Porto Alegre.

O artista alegretense radicou-se em Porto Alegre em 1948, construindo uma carreira que se confunde com a própria história das artes visuais do Estado. Ex-editor da Revista do Globo e professor aposentado da Ufrgs e de entre outras instituições de ensino, Fonseca, com 91 anos, levou ao público não apenas suas memórias, mas sua técnica em uma demonstração ao vivo.

Um destaque do encontro foi como Joaquim da Fonseca utilizou uma página do jornal Correio do Povo como inspiração. Utilizando como modelo a imagem da capa do Correio do Povo Rural, publicação que integra o caderno Mais Domingo na edição do dia 21 de junho, o artista fez uma reinterpretação do verde do campo, do cavalo e dos cachorros para a produção de uma pintura em aquarela ao vivo (veja nas fotos cedidas por Marcello Campos abaixo na galeria).

O ARTISTA

Joaquim Fonseca é um artista com uma produção constante como pintor e ilustrador, que o tornou conhecido além das fronteiras gaúchas, sobretudo com aquarelas que retratam cenários e personagens urbanos ou rurais. Além de telas emolduradas em museus, galerias e coleções particulares, seu estilo inconfundível tem sido colocado a serviço de diversos livros de viagem, autorais ou em parceria com colegas igualmente icônicos – a colaboração com Luis Fernando Verissimo na série aberta por “Traçando Porto Alegre” e que logo se estendeu a Nova York, Roma, Paris, Madrid e Tóquio.

O gestor cultural Cézar Prestes define a obra do amigo de longa data: “A genialidade em brincar entre o figurativo e o abstrato, com traços e manchas de cor sugestivas, fazem suas aquarelas terem vida, como se o espectador estivesse vendo um filme. Joaquim tem uma capacidade especial de retratar o entorno com olhar sensível para cenários e costumes, resultando em um “carimbo” que faz dele uma referência nacional. É também um mestre gentil que divide conhecimento e está sempre aprendendo, inclusive com os jovens”.

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