O ator americano Johnny Deep, de 57 anos, anunciou nesta sexta-feira 6, em sua conta pessoal na rede social Instagram, que foi demitido da franquia de filmes “Animais Fantásticos” — derivada de "Harry Potter" — pela produtora Warner Bros.
No texto, Johnny Deep diz que o pedido para que ele saísse partiu do estúdio responsável por “Animais Fantásticos”.
“À luz dos eventos recentes, gostaria de fazer a seguinte curta declaração. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos que me presentearam com seu apoio e lealdade. Fiquei emocionado e comovido com suas muitas mensagens de amor e preocupação, principalmente nos últimos dias. Desejo que saibam que fui convidado pela Warner Bros. a renunciar ao meu papel como Grindelwald em “Animais Fantásticos” e eu respeitei e concordei com esse pedido. Finalmente, eu gostaria de dizer isso. O julgamento surreal do tribunal do Reino Unido não mudará minha luta para dizer a verdade e confirmo que pretendo apelar. Minha força de vontade continua forte e pretendo provar que as acusações contra mim são falsas. Minha vida e carreira não serão definidas neste momento”
Além da carta de Johnny Deep, a Warner Bros. também confirmou o desligamento do ator:
“Johnny Depp deixará a franquia “Animais Fantásticos”. Agradecemos a Johnny por seu trabalho nos filmes até agora. “Animais Fantásticos 3” está atualmente em produção e o papel de Gellert Grindelwald será reformulado com um novo ator. O filme vai estrear nos cinemas de todo o mundo no verão de 2022.”
Prováveis motivos para o desligamento, como o ator menciona em sua carta:
O “processo surreal em um tribunal do Reino Unido”, citado por Deep, se refere a uma ação que o ator perdeu contra o site britânico “The Sun” nesta semana. Deep processava o tabloide por tê-lo chamado de “agressor de esposa”.
Johny Deep atuou nos dois primeiros filmes da franquia “Animais Fantásticos”, criada em 2016. Naquele momento, Deep e a também atriz Amber Heard se divorciaram após ela acusar o ator de agressão doméstica. Em 2016, ambos chegaram a um acordo.
Em 2018, Amber Heard escreveu no jornal Washington Post um artigo no qual narrava as agressões que sofreu. Deep processou Amber por difamação e esse processo ainda está em aberto.