Aplaudido de pé de primeira, sozinho no palco, acompanhado de um pedal, dois violões de seis cordas, cavaquinho, piano, um instrumento chinês e programação de bumbo ocasional. O músico, com quatorze velas ao seu redor, iniciou com "Yours is no Disgrace", sucesso do disco "The Yes Album", de 1970. No formato voz e violão, emendou mais duas clássicas do Yes: "Sweet Dreams" e "Long Distance Runaround". Nos seus primeiros dizeres à platéia: "Obrigado a todos, na próxima canção vou homenagear Bob Marley, agradeço a Deus por Bob Marley!", e sorri largo, trazendo a versão reggae de "Time And a Word", clássico de 1969.
Em seguida, Anderson escolhe um instrumento chinês, ainda novo ao público, que conheceu durante um tratamento de saúde. Antes de tocar duas músicas da carreira solo, partilhou: "Há três anos fiquei muito doente, foi um momento duro, mas na vida tem que se ficar doente às vezes... fiquei seis meses sem poder cantar, foi duro", comentando: "Escrevi uma música para vocês hoje... não, não, apenas uma parte" antes de "Everyday Love", onde menciona Porto Alegre.
Por entre músicas, refrões, aplausos, comentários, histórias e risos, o que se tinha eram fãs emocionados a partilhar alegria e amor. Em momento oportuno (Jon pediu para ouvir a platéia), alguém das poltronas fez a voz de todos e agradeceu a presença do ídolo. As declarações do público também emocionavam, e “eu te amo” providenciais coloriam a sensação de agradecimento de todos. Jon gostou de dizer “eu te amo” também, além de “Feliz Natal”.
De volta ao violão de seis cordas, Jon começa "Find My Way Home", contando: "A próxima é uma canção composta em Paris, em 1973 com o Vangelis" (músico grego). Para delírio dos fãs de todas as idades, Jon puxa os acordes de um dos maiores sucessos do Yes e toca "Starship Trooper", também do disco "The Yes Album", de 1970. "Sinto-me americano, das Américas, hoje em dia todo mundo é americano", diz, antes de "America", de Paul Simon. Segue com "Owner of a Lonely Heart", maior sucesso do Yes na década de 1980. Senta ao piano e emenda "Close to the Edge", do disco homônimo, de 1972, com "Heart of the Sunrise", do álbum "Fragile", do mesmo ano.
Em momento romântico, Jon anuncia a próxima canção: "Esta fiz para minha esposa Jane. Dedico a todos os casais que se amam", trata-se de "My Sweet Jane", uma das mais belas letras sobre o amor. Surpreende ao público ao pegar um cavaquinho, e com ele mais uma composição solo: "You Got the Light", quando a platéia participou num coro improvisado, seguida de "And You and I", do álbum "Close to the Edge", de 1972.
Jon larga o cavaquinho e diz: "Obrigado Yes, e obrigado a vocês por terem nos mantido com todo esse sucesso no mundo todo". Explica que a próxima música, "Tony and Me", foi composta por ele e seu irmão Tony, e brinca: "Eu e o Tony queríamos ser como os Beatles, tocar no Cavern, sabe? (risos)".
Para encerrar, emenda três temas do Yes: "I've Seen All Good People" (1970), onde menciona a frase "Give Peace a Chance", música de John Lennon, a quem Anderson faz questão de agradecer - "Roundabout" (1972), ganha novamente a participação do público, desta feita, nas palmas - a pedida "Wonderous Stories", do disco "Going for the One", de 1977, num dos grandes shows de rock que passaram em Porto Alegre, trazido pela Branco Produções.