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Josué Galinari, dublador Sarp, dá detalhes do seu trabalho e defende a volta do misterioso personagem em “Força de Mulher”

“Não julguem ainda. O Sarp tem muita coisa a provar”, disse

Josué Galinari é o dublador Sarp, da novela turca “Força de Mulher”
Josué Galinari é o dublador Sarp, da novela turca “Força de Mulher” Foto : Montagem CP / Arquivo Pessoal / RECORD

“Força de Mulher” segue com grandes reviravoltas nas noites da RECORD. Recentemente, foi revelado que Sarp, o marido de Bahar (Özge Özpirinçci) está vivo, mas agora com um novo nome, rico e em uma mansão, ao lado de outra mulher. Essa mudança de personalidade gerou polêmica entre os fãs e foi comentada pelo dublador do personagem, Josué Galinari.

“No começo, quando conhecemos o Sarp, nos encantamos pelo personagem porque é um cara simples, do bem, cheio de valores, sorridente e alto-astral, que se apaixona perdidamente pela Bahar, e tudo o que ele quer é viver esse amor. Quando ele retorna à trama, é completamente diferente, volta extremamente carregado, é outra pessoa.”

Galinari destaca que o trabalho do dublador vai além de apenas ler o texto. "Se o ator grita, sussurra ou chora, isso precisa estar na voz. Precisamos cuidar da articulação das consoantes e garantir que a sincronia com a boca do ator esteja perfeita. É um trabalho minucioso."

Ele ainda explica a necessidade de fazer adaptações de uma produção estrangeira para a dublagem brasileira. “Dublar um ator turco, russo ou americano não tem diferença pois, de certa forma, já estamos acostumados a ‘adaptar a boca’, o chamado lip sync [técnica que consiste em mover os lábios em sincronia com o áudio]. No caso do Sarp, a dublagem é uma versão brasileira, não é exatamente fiel ao original porque os idiomas não cabem um no outro, a métrica do texto não funciona. Então estamos sempre atentos ao que o ator quis dizer em cena para não alterar o sentido, mas adaptar algumas falas. Independentemente do idioma, esse é o nosso trabalho de decupagem”.

O dublador também revela que está impressionado com o sucesso da novela. “Estou recebendo muitas mensagens das pessoas, tem um público imenso que assiste à RECORD. O lúdico atravessou a quarta parede [forma imaginária que separa os atores do público] e alcançou os sentimentos de quem assiste. Fico super honrado porque a dublagem é a voz, então é tudo na voz, toda a energia que está na cena também está na dublagem. Se isso deu certo e convenceu os telespectadores a ponto de se envolverem emocionalmente, é a certificação do meu trabalho, não tem como não ficar feliz”.

Por fim, Galinari ainda defendeu o retorno de Sarp, interpretado por Caner Cindoruk: “Não julguem ainda. O Sarp tem muita coisa a provar. É um dos trabalhos mais emocionantes que eu já dublei... O personagem escolheu a felicidade e, hoje em dia, percebemos que isso é raro. Ele foi vítima de pessoas como a Sirin (Seray Kaya), e é interessante como uma interpretação pode mudar toda a história de uma pessoa. Mas, apesar disso, o Sarp nos desperta essa vontade de ser feliz”.

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