Juliette Binoche recebeu na noite de sexta o French Cinema Award, entregue pela UniFrance, instituição reponsável pela promoção de filmes franceses pelo mundo e vinculada ao Ministério da Cultura. Aos 53 anos, a artista continua a ser uma das poucas atrizes europeias contemporâneas que têm reconhecimento global, inclusive nos Estados Unidos, onde ganhou um Oscar por "O Paciente Inglês" e teve outra nomeação por "Chocolat". Na cerimônia, realizada em Paris, ela disse que aspirava, como atriz, ser uma alma livre e dar esperança.
"É realmente tocante receber este prêmio em casa. Estou muitas vezes na estrada e às vezes tenho a impressão de que as pessoas gostam mais de mim no exterior, porque eu posso ser muito paranoicas - isso é um traço comum entre os atores", disse ao receber o prêmio. "O cinema francês tem uma variedade que é extraordinária. Temos um excelente sistema de apoio, promoção e financiamento que deve ser preservado", celebrou a atriz, que também agradeceu os diretores, especialmente Dumont, Assayas e Denis, que a ajudaram a crescer profissionalmente.
Ela também falou sobre assédio sexual e o distanciamento masculino em discussões mais sérias sobre o assunto. "Eu acho importante que o feminismo seja falado e respeitado, mas o que me surpreende é que os homens não falam muito sobre isso. Em primeiro lugar, porque também deve haver assédio para os homens, mas o que eles sentem sobre isso? Porque também é sobre eles e esse é meu choque, mais do que as mulheres se expressando", comentou.
Descoberta por Jean-Luc Godard em 1985 no filme "Je vous salue, Marie "Hail Mary, Juliette, no mesmo ano, participou do importante Festival de Cannes pela primeira vez com "Rendez-vous", de André Téchiné no mesmo ano. A artista, mãe de dois filhos, faz trabalho filantrópico na Ásia, onde recentemente se tornou a madrinha de cinco órfãos cambojanos e financiou a construção de uma casa para essas crianças.
Juliette Binoche recebe prêmio pela promoção do cinema francês no mundo
Atriz foi honrada com o French Cinema Award, do Ministério da Cultura, na noite de sexta