Ao final do dia, pautado por visitas, comemorações e mensagens de apoio pelos 120 anos do Correio do Povo, o clima mudou. Muitas selfies, fotos, sorrisos, conversas, abraços, cumprimentos e elogios convergiram para o jornalista, colunista do jornal e apresentador da Rádio Guaíba, Juremir Machado da Silva. Foi durante a sessão de autógrafos do seu mais recente livro “Correio do Povo — A Primeira Semana de um Jornal Centenário”.
Uma longa fila se estendeu desde o Estúdio Cristal, cruzando o Espaço Cultural — térreo do prédio do jornal —, até a Rua dos Andradas. A fila começou a se formar e os autógrafos entraram noite adentro, até as 20h, sob o olhar curioso e admirado de centenas de transeuntes na rua Caldas Júnior. Impressionado, satisfeito, e com dedos doloridos, Juremir falou sobre o livro. “Os seis primeiros dias, as seis primeiras edições do Correio do Povo, em outubro de 1895, mostram como as pessoas viviam, o que elas comiam, bebiam, liam, quais a brigas que elas tinham e os valores da sociedade. Uma questão importante daquela época, por exemplo, era a reforma do Judiciário. Vejam a atualidade”, resumiu o jornalista.
Analista de sistemas, Bruno Simão lê Juremir no Correio e o escuta na Rádio Guaíba. “Gosto da sua narrativa e comentários”, disse, segurando o livro na fila dos autógrafos. Silvio e Vera Cirne estão na leitura do quarto livro do jornalista. “É inteligente e, ao mesmo tempo, humilde, isso é raro”, afirmou Silvio. Bancário aposentado, Irineu Zolin leu “quatro, talvez cinco” livros de Juremir. Trouxe dois exemplares para o autógrafo do “A Primeira Semana de um Jornal Centenário”: um seu e outro para o escritor Alcy Cheuiche. Aposentado, “getulista, brizolista e janguista”, Perciano Bertolucci, se define como “leitor fidelíssimo” de Juremir. Para amenizar a espera, garçons serviram espumante aos leitores. E a fila não terminava.
Juremir recebe leitores em dia histórico para o Correio do Povo
Jornalista lançou livro que trata do conteúdo das primeiras edições do CP, em outubro de 1895