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Justiça nega liberdade a integrante do Pussy Riot

Nadejda Tolokonnikova permanecerá presa até o fim da pena

Integrantes do Pussy Riot foram presas no ano passado
Integrantes do Pussy Riot foram presas no ano passado Foto : Natalia Kolesnikova / AFP / CP
Um tribunal de apelação da Rússia rejeitou nesta sexta-feira a libertação antecipada de Nadejda Tolokonnikova, integrante do grupo musical Pussy Riot, que cumpre pena de dois anos de campo por uma "oração punk" contra o presidente Vladimir Putin, anunciou a agência pública de informações jurídicas Rapsi. "Rejeitaram a libertação antecipada de Tolokonnikova, seguirá presa até o fim da pena", escreveu em sua conta no Twitter um integrante do grupo Voina, vinculado às Pussy Riot.

Uma porta-voz da Suprema Corte da Mordóvia confirmou a decisão. Diante do tribunal, Nadejda Tolokonnikova se manteve firme em suas convicções e assumiu seus atos. "Rejeitarei minha condenação até o fim. Levarei o caso à Suprema Corte russa", declarou Tolokonnikova. "Não reconheço minha culpa e não a reconhecerei nunca", disse, citada pela agência Rapsi. "Considero que não se trata de um erro, como afirma a administração do campo, mas de uma força, já que tenho princípios e vou defendê-los", acrescentou Tolokonnikova.

Tolokonnikova foi detida em março de 2012 junto a Maria Alekhina e Ekaterina Samutsevich, também integrantes do grupo feminista Pussy Riot, por terem cantado uma "oração punk" na catedral de Cristo Salvador de Moscou em 21 de fevereiro de 2012. Na música, as Pussy Riot pediam que a virgem expulsasse Putin do poder.

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