A batalha entre Kesha e Dr. Luke ganhou um novo e determinante capítulo nesta quarta-feira. A juíza da Suprema Corte de Nova Iorque, Shirley Kornreich, deu vitória definitiva ao produtor contra todas as ações movidas pela cantora, que o acusa de abusar sexualmente dela.
Segundo o parecer final, não há provas consistentes para as reivindicações feitas pela artista. A magistrada, inclusive, determinou que os fatos apresentados não confirmam que Dr. Luke obrigava nem se aproveitava pelo fato de a cantora ser mulher – diante da acusação de Kesha de um crime de ódio ao gênero feminino. “O estupro não é um crime de ódio motivado pelo sexo”, garantiu.
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Kornreich ainda disse que tal queixa não pode ser baseada em observações abusivas e ameaças feitas, e que é preciso haver violência física ou danos materiais nesses casos. Sendo assim, a única reivindicação que se encaixaria é a suposta agressão sofrida por Kesha durante um voo em 2008, mas que não entra no estatuto vigente porque “a alegação já prescreveu”.
A juíza também não foi favorável às acusações que envolvem a Sony Music. Para ela, a gravadora deu a oportunidade de Kesha trabalhar com alguém que não fosse Dr. Luke, mas a cantora não aceitou e, por isso, não foi “razoável”. A decisão judicial que não permitiu que a artista trabalhasse com outro selo gerou mobilização nas redes sociais, recebendo apoio de nomes como Lady Gaga e Lorde.
Por fim, a magistrada descartou a possibilidade de reabertura do processo e consequentemente reivindicações futuras - a cantora já havia perdido a primeira liminar em janeiro. No entanto, Kesha ainda aguarda o resultado de outra ação, que será julgada em Los Angeles, no dia 18 de maio.
Kesha perde processo judicial contra Dr. Luke
Juíza determinou que não há provas consistentes para as reivindicações da cantora