Arte & Agenda

Kleiton, Kledir e Vitor Ramil gravam álbum ao vivo no Araújo Vianna

O espetáculo será registrado e dará origem a obra "Ao Vivo", com uma turnê do trio dos irmãos músicos pelo Brasil

Trio de músicos começa turnê pelo Brasil em Porto Alegre
Trio de músicos começa turnê pelo Brasil em Porto Alegre Foto : Rodrigo Lopes / Divulgação / CP

Após um encontro histórico realizado em junho do ano passado, Kleiton, Kledir e Vitor Ramil voltarão ao palco do Auditório Araújo Vianna (Osvaldo Aranha, 685) neste sábado, às 21h, para mais um show especial. O trio, que atualmente está na estrada com outros integrantes da família no projeto Casa Ramil, vai registrar esse espetáculo, que dará origem ao álbum “Ao Vivo”. Os ingressos estão disponíveis na Sympla.

A relação artística entre os três vem de longa data. Quando Kleiton e Kledir formaram os Almôndegas em 1975, Vitor era um adolescente que já compartilhava dos mesmos interesses musicais e das mesmas referências que moldaram a trajetória dos irmãos mais velhos. Apesar das carreiras paralelas, o encontro dos três sempre permaneceu como uma possibilidade afetiva, e o show em Porto Alegre evidenciou a força dessa reunião.

No repertório, Kleiton, Kledir e Vitor vão percorrer momentos essenciais de suas obras, combinando sucessos, curiosidades e algumas surpresas. A apresentação também recupera parte da estética acústica dos anos 70, passando por canções de Crosby, Stills & Nash, Beatles, Cat Stevens e Simon & Garfunkel. Depois da gravação no Araújo Vianna, o trio seguirá com uma turnê pelo Brasil.

Kleiton Ramil tem mais de 20 discos e 3 mil shows no currículo. É conhecido também pelo seu trabalho como produtor e instrumentista. Ele forma, desde 1980, o duo Kleiton & Kledir ao lado do irmão, este que por sua vez cursou, na universidade, Composição e Regência. Nos anos 70, criou com amigos a banda Almôndegas. Já como escritor, publicou quatro livros.

Em atividade desde os anos 80, Vitor Ramil é um dos compositores mais prestigiados do Brasil. Com 12 álbuns lançados, ainda publicou as novelas “Pequod” (1995), “Satolep” (2008), “A Primavera da Pontuação” (2014) e o ensaio “A Estética do Frio” (2004). Ele também musicou poemas de Fernando Pessoa, Allen Ginsberg, Paulo Leminski e Emily Dickinson. Além de ter canções escritas em parceria com Chico César, Jorge Drexler e Zeca Baleiro, recebeu dois Prêmios da Música Brasileira e venceu o Prêmio Açorianos de Música 18 vezes.

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