Quem vê seus clipes não consegue ficar indiferente. Nascida Stefani Joanne Angelina Germanotta, Lady Gaga se reinventa diariamente para chamar a atenção em uma época em que a extravagância já se tornou banal. As referências, segundo os biografistas, variam tanto de astros como Madonna e Michael Jackson até "subcelebridades instantâneas". Materializa em canções, vídeos e performances sonhos, fantasias, surtos psicóticos e lapsos do inconsciente. O resultado foi o estrelato aos 22 anos, em 2008, quando lançou seu primeiro álbum, "The Fame".
Filha de pais ricos e educada no rígido Convento do Sagrado Coração de Nova Iorque, Lady Gaga saiu de casa, brigou com os pais - que se chocaram com as performances seminuas como go-go dancer - e perambulou pelo East Village de computador debaixo do braço, para mostrar suas primeiras composições. Um tempo depois, quase se afundou na cocaína, até perceber que a paranoia poderia acabar com a carreira de sucesso que estava prestes a decolar. A curta, porém marcante trajetória, garantem os escritores, faz com que a estrela mereça ser biografada aos 24 anos.
Emily Herbert registra em seu livro o exato momento da explosão de uma estrela contemporânea; mostra que o estilo extravagante da cantora não é uma forma de representar um personagem, e sim sua "verdadeira vida". A crítica recebeu mal o livro de Helia Phoenix, que nunca chegou a entrevistar pessoalmente a cantora. A biografia seria um apanhado de informações coletadas na internet, sem nenhum episódio polêmico ou inédito, e ainda faltariam dados sobre a infância da cantora e detalhes sobre o namoro com seu único amor, Luc Carl. Para Hurst, responsável por biografias de Scarlett Johansson, Angelina Jolie e Kate Moss, Gaga é "uma miscelânea de influências", citando Madonna e Gwen Stefani entre elas. O que os três livros buscam é responder a pergunta: "Afinal, qual o motivo de tanto sucesso? Seria ela criadora das canções, coreografias e figurinos mais originais da década?