Na chegada, os convidados foram recebidos por modelos musculosos sem camisa, que ofereciam canapés negros e margueritas vermelhas. Em uma enorme tela instalada na famosa galeria espiral do museu, era apresentado um vídeo do fotógrafo nova-iorquino Steven Klein promovendo o primeiro perfume de cor preta do mundo. "Você sabe, o filme foi caro" disse Klein à revista "The Hollywood Reporter", acrescentando que custou mais de US$ 1 milhão. "Mas eu acredito que o filme tem um preço, a fama tem um preço, a fragrância tem um preço. Tudo tem seu preço", acrescentou.
A performance de Gaga começou com ela dormindo em uma cama de veludo, dentro de uma enorme réplica do perfume em acrílico. Ao fundo, ouvia-se a música da francesa Edith Piaf. "Toque as mãos de Lady Gaga, mas por favor não a acorde", diziam as instruções na entrada. "Seus dedos estavam gelados ao toque" disse uma das convidadas. "Mesmo parecendo estar em um estado de inconsciência, você sentia que de alguma forma estava se comunicando com ela". Uma fã disse: "Todos querem um pedaço da Mãe Monstro".
Gaga ficou neste estado por mais de uma hora, quando acordou com a trilha sonora de "Fame", de David Bowie. Então o guru das tatuagens de Hollywood, Mark Mahoney, e seu assistente Wes Brown começaram a trabalhar, acrescentando mais uma à vasta coleção de arte corporal de Gaga, usando sua nuca raspada como tela. "É como um querubim renascentista, uma alusão à sua herança italiana", disse Mahoney.
Segundo o tatuador, a plateia não incluía apenas as pessoas circulando pelo museu, mas também dentro da caixa de acrílico, onde estavam a irmã de Gaga, seu cabeleireiro e outras pessoas. Mahoney trabalhou devagar, fazendo pausas para que Gaga tomasse um gole de seu Veuve Clicquot direto da garrafa, fumasse um cigarro ou brincasse deixando marcas de batom nos seios. A performance durou até as 23h, quando Gaga, sem pronunciar uma única palavra durante todo o evento, desapareceu na noite com sua equipe.