Nesta sexta-feira, 19h, no Odomodê Afrosul (Avenida Ipiranga, 3850) será realizado um coquetel, com sessões de autógrafos e venda de livros da segunda Coleção Diálogos da Diáspora, projeto desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Egbé: negritude, clínica e políticas do comum em parceria com o Projeto Canela Preta, a partir de publicações de autoras/es negras/os e indígenas de temáticas que foram historicamente invisibilizadas no mercado editorial brasileiro. Mais pelo Instagram.
O ex-jogador Roger Machado, um dos raros técnicos negros dos times da elite do futebol latino-americano, e sua companheira, Camille Pasqualotto, por meio do selo editorial Canela Preta, juntamente com o Grupo Egbé, com participação de acadêmicos e militantes dos movimentos negro e indígena estão lançando a coleção. “Trata-se de um projeto editorial que tem por meta a publicação de livros escritos por pessoas negras ou indígenas, dando vasão a uma imensa demanda reprimida de trabalhos acadêmicos ou literários guardadas nas gavetas, com poucas chances de serem absorvidas pelo mercado editorial que hoje acolhe uma irrisória parcela de autores negros (as) e indígenas. Devido à proposta da colecao que conta com o financiamento do Selo Canela Preta estamos disponibilizando estes livros que serão ofertados aos leitores por valores acessíveis, de R$15 a R$ 28,00, considerando a realidade editorial no Brasil. O objetivo do projeto é lançar anualmente dez livros, durante cinco anos – toda coleção com financiamento próprio”, destaca Roger.
A ideia surgiu em um encontro entre o Roger e o professor da Ufrgs, Tadeu de Paula, que sao pais da mesma escola de seus filhos, ao conversarem sobre a falta de visibilidade do trabalho intelectual da comunidade negra, no Brasil. “E o que você acha de acrescentar nisso a produção indígena?”, perguntou Roger. Tadeu não precisou pensar muito. Estava chancelada a parceria.