O lançamento do livro digital "Casa do Artista Riograndense, uma história de amor à Arte", que estava marcado para a tarde desta sexta-feira, dia 3, foi adiado para o dia 7 de novembro, devido às condições climáticas. O evento acontecerá às 18h30min, na Casa do Artista Riograndense (rua Anchieta, 280, bairro Glória), com a audição das duas peças radiofônicas. Neste dia, o conteúdo do livro estará disponível para ser acessado gratuitamente no link da bio do instagram @casadoartistars.
A proposta do livro no formato digital e interativo é preservar a memória dos anos dourados do rádio, ao reunir textos de radioteatro escritos pelo residente mais antigo da instituição, Wilson Roberto Gomes. Com onze roteiros de peças radiofônicas, a obra tem apresentação de Raquel Grabauska, idealizadora e diretora artística do projeto. O livro também conta com o posfácio escrito por Claudio Mércio, professor universitário e jornalista, responsável pela revisão dos roteiros das peças de radioteatro e a produção editorial da produtora cultural e jornalista Flávia Cunha.
Além disso, dois textos foram gravados especialmente para o projeto, com as radioatrizes Maria Ieda Rothermel, Mirna Spritzer e Raquel Grabauska. “As Irmãs”, uma típica peça de radioteatro, com três personagens de uma mesma família entrelaçadas por uma complexa história familiar. Já em “Eu, Casa do Artista Riograndense”, Wilson traz um histórico do nascimento deste local de acolhimento a idosos que fizeram (ou ainda fazem) do fazer artístico sua profissão. As duas gravações estão disponíveis também nas plataformas digitais.
O gênero radioteatro, muito popular entre as décadas de 1940 e 1960, atualmente é pouco conhecido pelo público, principalmente entre as gerações mais novas. Destacar o trabalho do artista Wilson, de 81 anos, reconhecido ator de radionovelas em diversas emissoras de Porto Alegre e São Paulo, e ainda em atividade como escritor do gênero, é importante não só por ele ser residente na Casa do Artista há 30 anos. Em sua trajetória profissional, participou ativamente do apogeu do gênero radioteatro e, por isso, editar esse material é uma forma de garantir que sua produção textual atinja um público mais abrangente.
A Casa do Artista Riograndense é uma instituição permanente sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, que conserva o património material e imaterial. É uma entidade assistencial, qualificada como de utilidade pública municipal e Estadual. Tem por sua finalidade, prevista em estatuto social, oferecer abrigo para artistas com mais de 60 anos em situação financeira instável, sendo um ILPI – Instituição de Longa Permanência de Idosos. Oferece moradia, alimentação, entre outros direitos, tentando sempre buscar e proporcionar condições de bem-estar, lazer e cultura para idosos artistas que nela residem. A Casa do Artista Riograndense foi fundada em 1949, pelo radialista e músico Antônio Francisco Amábile, com apoio de diversas áreas e outros profissionais que reconheciam a importância de uma instituição dedicada a cuidar dos artistas idosos. Além disso, a Casa do Artista vem desenvolvendo a função de produção e gerenciamento de projetos culturais. Realiza, todos os meses, o Sarau da Casa, entre tantas outras atividades.