Rogers relatou que é provável Murray, médico pessoal de Jackson, ter dado a seu paciente uma dose alta demaistentando fazê-lo dormir. "As circunstâncias, do meu ponto de vista, não sustentam a autoadminstração de propofol", salientou o especialista à Corte Superior de Los Angeles.
Murray é acusado de homicídio culposo por dar a Jackson uma overdose de propofol. Seus advogados argumentam que o astro era um dependente desesperado que administrou a si próprio uma dose extra fatal, enquanto Murray estava fora do quarto. Murray contou à polícia, em depoimento apresentado à corte na semana passada, que ficou longe da cama de Jackson durante apenas dois minutos em 25 de junho de 2009 para ir ao banheiro e, ao voltar, percebeu que o cantor não respirava.
Rogers disse que, neste espaço de tempo tão curto, Jackson, que já estava fortemente sedado, não teria sido capaz de injetar na própria perna mais propofol por via intravenosa, com a rapidez suficiente para sofrer uma parada respiratória antes de Murray voltar. Murray admitiu ter administrado a Jackson 25 miligramas da droga, um forte anestésico que o cantor chamava de "leite", para ajudá-lo a dormir, e reconheceu que precisou aplicar doses adicionais para manter o cantor inconsciente.
No entanto, Rogers destacou que Murray não tinha equipamento de precisão, como uma bomba de infusão intravenosa, para comprovar a dose administrada. "Essencialmente, o médico calculava a quantidade de propofol que estava administrando", explicou. "Acho que seria fácil, nestas circunstâncias, que o médico calculasse mal e injetasse propofol em excesso", acrescentou.
A mãe de Jackson, Katherine, que voltou ao julgamento depois de uma semana ausente devido a uma viagem à Grã-Bretanha para assistir a um show em homenagem ao cantor, deixou o recinto pouco antes de a foto ser exibida.
Em depoimento à polícia, também apresentado esta terça-feira, Murray contou que Jackson estava quase cego, que nunca se alimentava bem e tinha problemas para urinar, chegando inclusive a molhar a própria roupa.
Murray, que havia sido contratado dois meses antes da morte do astro para cuidar dele enquanto ensaiava para uma série de apresentações em Londres, disse ao júri que soube que seu paciente tinha outros médicos que lhe receitavam remédios. Segundo ele, o popstar ia a um famoso dermatologista de Beverly Hills, doutor Arnold Klein, três vezes por semana e muitas vezes voltava "esgotado" depois das sessões.
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