Xícaras de porcelana decoradas com suas iniciais douradas, latas de cerveja com a inscrição "Kiss me Kate", agasalhos para cães, imitações de vestidos, anéis de noivado e até um livro que ensina a tricotar bonequinhos de pano dos protagonistas do casamento, são outros exemplos de artigos de gosto duvidosos que estão à venda.
No total, a venda de produtos inspirados na cerimônia movimentará 226 milhões de euros, estima o Centro de Pesquisas do Comércio Varejista.
Empresários protestam contra falsificações
O empresário Andrew Cousins espera obter ganhos adicionais na ordem de um milhão de libras com sua companhia familiar, Peter Jones Ltd. O único problema, para ele, é a grande quantidade de produtos falsificados. "É uma vergonha que um acontecimento real britânico seja comemorado com tantos produtos procedentes do Extremo Oriente", disse.
"Não aos produzidos na China. 'Made in UK'", protestou contra todas as previsões o vendedor do "Chinatown London Market", no coração do Soho, bairro turístico de Londres. Seu estabelecimento, que também é uma sala de massagem e uma casa de câmbio, está cheio de produtos com a imagem do casal, entre eles louças comuns, colheres de coleção e mini-carruagens de plástico.
Para garantir a etiqueta e o protocolo, Lord Chamberlain atualizou as orientações sobre as "lembranças oficiais" que apareceram pela primeira vez no jubileu da rainha Vitória em 1887. Os "extraoficiais" não podem exibir os símbolos reais. Devem ser "de bom gosto e isentos de publicidade".
No entanto, os futuros noivos, que tentam ser modernos, toleraram a comercialização de guardanapos com suas imagens, que o Palácio de Buckingham considerava "vulgares". Resultado, a aparente tolerância virou relaxamento.