Com direção musical do próprio Lenine, em parceria com Bruno Giorgi e JR Tostoi, 'Chão' apresenta um espaço repleto de instrumentos e equipamentos eletrônicos responsáveis por reproduzir os ruídos orgânicos que permeiam nove das dez faixas do disco, como 'Chão'.
Paulo Pederneiras, diretor de arte do espetáculo, criou um cenário em tons vermelhos, que ocupa o chão da caixa cênica, em contraste com o entorno totalmente negro. Três lâmpadas simples, uma sobre cada um dos músicos, compõem a cena.
Chão é o décimo álbum de carreira do cantor e compositor. Numa opção estética instigada pelo canto de um pássaro que invadiu a gravação de uma das faixas -, o trabalho se revela 'eletrônico, orgânico e concreto', com músicas inéditas, imersas na delicada intimidade de ruídos sem edição. Para Lenine, levar 'Chão' ao palco é mais que simplesmente tocar as canções do álbum. A ideia é ambientar o espaço com os sons como o canto do canário belga Frederico VI, o ruído ensurdecedor das cigarras no verão da Urca, a agoniada derrubada de uma árvore por uma motosserra. 'No início, havia apenas a palavra e meu principal significado de chão: tudo aquilo que me sustenta. Chão, quase onomatopeia do andar - que soa nasal, reverbera no corpo todo. É pessoal, passional e intransferível', revelou Lenine, explicando como surgiu a inspiração para o nome do disco e, consequentemente, da turnê.
Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, conhecido apenas como Lenine, tem 53 anos. Lançou seu primeiro trabalho em 1979, intitulado 'Flor de Cactus'. Em mais de 30 anos de carreira, soma 13 álbuns e participações em CDs de outros artistas, como Carlos Malta, Chico César, Elba Ramalho, Fernanda Abreu, Gabriel O Pensador, Kid Abelha, Vitor Ramil, entre outros.
Na sua trajetória, as canções de Lenine foram gravadas por alguns dos mais importantes artistas brasileiros como Maria Bethânia, Maria Rita, Ney Matogrosso, MPB4, Zizi Possi, entre outros. O cantor pernambucano ganhou dois prêmios Grammy Latino: um pelo Melhor Álbum Pop Contemporâneo, com seu álbum 'Falange Canibal'; e outro, em 2009, na categoria Melhor Canção Brasileira, com a música 'Martelo Bigorna'.