Na vesrão que está em 650 salas do país, os momentos de impropérios dos personagens são marcados pelo silêncio. O longa-metragem, proibido para menores de 18 anos, provocou uma forte controvérsia no país, onde o governo o acusou de prejudicar a imagem da Rússia e de falta de patriotismo.
O ministro russo da Cultura, Vladimir Medinski, autor da lei que proíbe os palavrões, atacou o diretor Zviaguintsev e sua visão da Rússia em uma entrevista ao jornal Izvestia no dia da indicação do filme ao Oscar. "Do que ele gosta? Das estatuetas douradas e dos tapetes vermelhos, isto está claro", disse, antes de completar que "em sua carreira para o sucesso internacional, o filme é oportunista de forma desproporcional". "Leviatã é maléfico e não há espaço para o mal no cinema", afirmou Kirill Frolov, que lidera o grupo "Associação de Especialista Ortodoxos". O porta-voz da Igreja Ortodoxa chamou o filme de "anticristão".
O produtor do filme, Alexander Rodnianski, se mostrou, no entanto, surpreso com o número de salas de exibição.
"Está em mais cinemas do que imaginávamos", disse. "Leviatã", que vazou na internet antes da estreia, já foi assistido por entre três e seis milhões de pessoas. A revista cultural russa de maior prestígio, Afisha, considerou a obra "o maior filme russo da década, que provoca conversas de todos durante um mês, de ministros a trabalhadores rurais enfadados".
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