O Caderno de Sábado deste final de semana relembra o musical “Liberdade, Liberdade”, que estreou no Rio de Janeiro em 21 de abril de 1965, pouco mais de um ano após o início da ditadura militar no país. Escrita por Millôr Fernandes e Flávio Rangel, a peça logo passou a ser perseguida e foi censurada já em 1966.
Durante esse ano em que ficou em cartaz, “Liberdade, Liberdade” lutou e se manteve como um espetáculo de resistência à repressão. No elenco, Paulo Autran, Nara Leão, Tereza Rachel e Oduvaldo Vianna Filho ajudaram a eternizar a peça que, mesmo depois de 50 anos, ainda revela a sua importância, como demonstram Juremir Machado, Deonísio Machado e Luciano Alabarse nesta edição.
Em artigos, eles traçam o panorama político da época para explicar como a música e o teatro, em manifestações como “Liberdade, Liberdade”, foram meios fundamentais para a crítica ao regime dos generais, ainda que por um curto período. Para Alabarse, a censura ao espetáculo é a prova de que a cultura tinha poder para incomodar o governo, afinal “a história se encarregou de demonstrar o absurdo de um Brasil impedido de ver um filme, ouvir um disco ou assistir a uma peça”, reflete.
“Liberdade, Liberdade” é celebrado no Caderno de Sábado
Publicação relembra o musical que completou 50 anos em abril