Lima Duarte falou da infância em Minas Gerais aos convites para gravar em Portugal, passando pela experiência de estar ao lado de um “jovem e talentoso ator” no filme “A Busca”, com Wagner Moura. “Quero fazer mais filmes com ele”, contou.
Das histórias do pai que o encantava ao vestir-se de gala para ouvir rádio, aos trabalhos de dublador em desenhos animados, Lima Duarte provocou risadas entre os jornalistas presentes, revelando passagens marcantes de sua formação artística e humana. “Eu tinha voz de suvaco”, comentou, criticando um tal “naturalismo de consumo”, na linguagem usada hoje, principalmente na televisão.
Sobre “Sargento Getúlio”, Penna afirmou que o foi filme que “zerou o borderô da Embrafilme”. Já o ator comentou que atuar, em todos os tempos, tem sido a sua “maneira de lutar pela causa, ser profundamente brasileiro e me aprofundar na alma brasileira”. “Sargento Getúlio” foi um filme movido unicamente por uma coisa: “Paixão”, concordaram.
Na noite desta terça, ambos recebem homenagem no Palácio dos Festivais. O Festival de Cinema de Gramado segue até o próximo sábado.