“Tenho muita sorte de ser cariucho há 13 anos, pois dos meus 58 livros, 46 foram publicados no Estado. A gente sabe como é difícil fazer literatura e hoje é uma noite especial, pois um livro infantil foi escolhido como Livro do Ano”, agradeceu o premiado. Sisto recebe R$ 10 mil pelo Livro do Ano. Ele também venceu o prêmio da categoria Infantil pela mesma obra.
A cerimônia foi apresentada por Vivian Schäfer e os contemplados foram anunciados pelo músico Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii e Pouca Vogal). Ele protagonizou o momento emocionante da noite, a homenagem a Moacyr Scliar (falecido em 28 de fevereiro deste ano), com a música “O Exército de um Homem Só”, inspirada no livro homônimo de Scliar. Também foi exibido um vídeo com Scliar. A noite foi de destaques literários para a Série Autores Gaúchos, da Radiofam, da Famecos/PUCRS e para o Banco de Livros da Fundação Social Fiergs.
Na entrega por categorias, o primeiro prêmio foi para a capa da obra “Quero Ser Reginaldo Pujol Filho” (Dublinense), de Reginaldo Pujol Filho, para o capista Samir Machado de Machado. No Projeto Gráfico, a vitória foi de Airton Cattani por “40 Microcontos Experimentais” (Marcavisual), obra do próprio Cattani. Na categoria Infanto-Juvenil, a vitória foi de Marcelo Carneiro da Cunha, com “Super” (Record. O prêmio foi entregue à mãe de Marcelo, que está radicado em São Paulo, Zilah Carneiro da Cunha).
Na categoria Conto, a vitória foi de “Daimon Junto à Porta” (Dublinense), de Nelson Rego. Na Crônica, venceu Mariana Bertolucci com “Bailarina sem Breu” (Libretos). Em Poesia, deu “Calendário” (Oficina Raquel), de André Dick. A Narrativa Longa premiou “Don Frutos” (ARdoTempo), de Aldyr Garcia Schlee, que havia vencido Conto em 2010, com “Os Limites do Impossível - Contos Gardelianos”. Na categoria Especial, o melhor livro foi “Coojornal: um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar”, organizado por Rafael Guimaraens, Ayrton Centeno e Elmar Bones (Libretos). Ao receber o prêmio, Elmar, Ayrton e Rafael destacaram que o prêmio reconhece a história do Coojornal, que produziu um jornalismo independente em momentos de cerceamento na ditadura, que estão voltando atualmente em tempos ditos de democracia.
Na categoria Ensaio de Literatura e Humanidades, o premiado foi o livro “Ó Meus Amigos, Não Há Amigos!", organizado por Suzana Albornoz e Eunice Piazza Gal (Movimento). A noite também foi de premiação da segunda edição do Prêmio Açorianos de Criação Literária, que concedeu R$ 10 mil e a futura publicação de livro inédito em Narrativa Longa – pela Editora da Cidade - para “Por que os Ponchos são Negros”, de Roberto Schaan Ferreira. Ao final, o prefeito José Fortunati destacou que “a noite homenageou mais do que nunca o livro, que continua sólido, importante e cada vez mais vivo”