Arte & Agenda

Livro infantil vence como melhor obra do Açorianos de Literatura

"Diáfana", do carioca Celso Sisto foi contemplado também na sua categoria

Cerimônia de entrega do Prêmio Açorianos de Literatura ocorreu nesta segunda-feira
Cerimônia de entrega do Prêmio Açorianos de Literatura ocorreu nesta segunda-feira Foto : Arthur Puls
Numa cerimônia curta e eficiente, a Noite do Livro promovida pela Coordenação do Livro e Literatura da Secretaria Municipal de Cultura da Capital concedeu o Livro do Ano do Prêmio Açorianos de Literatura para a obra infantil “Diáfana” (Scipione). O autor é o carioca Celso Sisto, radicado no Rio Grande do Sul há 13 anos.

“Tenho muita sorte de ser cariucho há 13 anos, pois dos meus 58 livros, 46 foram publicados no Estado. A gente sabe como é difícil fazer literatura e hoje é uma noite especial, pois um livro infantil foi escolhido como Livro do Ano”, agradeceu o premiado. Sisto recebe R$ 10 mil pelo Livro do Ano. Ele também venceu o prêmio da categoria Infantil pela mesma obra.

A cerimônia foi apresentada por Vivian Schäfer e os contemplados foram anunciados pelo músico Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii e Pouca Vogal). Ele protagonizou o momento emocionante da noite, a homenagem a Moacyr Scliar (falecido em 28 de fevereiro deste ano), com a música “O Exército de um Homem Só”, inspirada no livro homônimo de Scliar. Também foi exibido um vídeo com Scliar. A noite foi de destaques literários para a Série Autores Gaúchos, da Radiofam, da Famecos/PUCRS e para o Banco de Livros da Fundação Social Fiergs.

Na entrega por categorias, o primeiro prêmio foi para a capa da obra “Quero Ser Reginaldo Pujol Filho” (Dublinense), de Reginaldo Pujol Filho, para o capista Samir Machado de Machado. No Projeto Gráfico, a vitória foi de Airton Cattani por “40 Microcontos Experimentais” (Marcavisual), obra do próprio Cattani. Na categoria Infanto-Juvenil, a vitória foi de Marcelo Carneiro da Cunha, com “Super” (Record. O prêmio foi entregue à mãe de Marcelo, que está radicado em São Paulo, Zilah Carneiro da Cunha).

Na categoria Conto, a vitória foi de “Daimon Junto à Porta” (Dublinense), de Nelson Rego. Na Crônica, venceu Mariana Bertolucci com “Bailarina sem Breu” (Libretos). Em Poesia, deu “Calendário” (Oficina Raquel), de André Dick. A Narrativa Longa premiou “Don Frutos” (ARdoTempo), de Aldyr Garcia Schlee, que havia vencido Conto em 2010, com “Os Limites do Impossível - Contos Gardelianos”. Na categoria Especial, o melhor livro foi “Coojornal: um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar”, organizado por Rafael Guimaraens, Ayrton Centeno e Elmar Bones (Libretos). Ao receber o prêmio, Elmar, Ayrton e Rafael destacaram que o prêmio reconhece a história do Coojornal, que produziu um jornalismo independente em momentos de cerceamento na ditadura, que estão voltando atualmente em tempos ditos de democracia.

Na categoria Ensaio de Literatura e Humanidades, o premiado foi o livro “Ó Meus Amigos, Não Há Amigos!", organizado por Suzana Albornoz e Eunice Piazza Gal (Movimento). A noite também foi de premiação da segunda edição do Prêmio Açorianos de Criação Literária, que concedeu R$ 10 mil e a futura publicação de livro inédito em Narrativa Longa – pela Editora da Cidade - para “Por que os Ponchos são Negros”, de Roberto Schaan Ferreira. Ao final, o prefeito José Fortunati destacou que “a noite homenageou mais do que nunca o livro, que continua sólido, importante e cada vez mais vivo”

Bookmark and Share

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta sexta-feira, dia 16 de outubro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio