O filme levou o Prêmio Especial do Júrio, Melhor Ator Coadjuvante para Rodrigo García, Prêmio do Público, Melhor Longa Latino-Americano segundo a Fripresci e Melhor Ator para Jesuíta Barbosa. Esta categoria também teve premiação dupla e deu Menção Honrosa para Francisco Gaspar e sua cativante atuação como o soldado Piauí de A Estrada 47, de Vicente Ferraz. A saga dos pracinhas na campanha da Segunda Guerra Mundial levou ainda a Melhor Montagem (para Mair Tavares).
Já na categoria Melhor Atriz não houve dúvidas nem divisões. Leandro Leal, que neste ano estava em quatro filmes do festival, foi eleita a Melhor Atriz por sua ótima atuação em O Lobo Atrás da Porta. O longa de estréia de Coimbra narra a história de uma jovem (Leandra), que se apaixona por um homem casado (Milhem Cortaz, também em ótima forma, em um de seus melhores papeis). Passado no subúrbio carioca, O Lobo é uma espécia de thriller dramático, tem direção segura, explora a linguagem cinematográfica com primor, ao mesmo tempo em que tem potencial para fazer carreira tanto no circuito de festivais (acaba de levar também o prêmio Horizontes da categoria Horizontes Latinos do Festival de San Sebastián) quanto nas salas comerciais.
Já na direção, o Redentor foi para a ousadia estética e narrativa de Marcelo Gomes e Cao Guimarães, que fizeram de O Homem das Multidões o primeiro filme no formato Instagram da história. "É um filme incomum, que precisa de tempo e disposição para ser apreciado, mas que foi muito interessante de fazer", comentou Gomes na sessão do longa na Première Brasil.
Generoso, ou polarizador, o júri do Rio, ainda reconheceu mais dois talentos na categoria Melhor Ator Coadjuvante. Além de García, por Tatuagem, Júlio Andrade foi premiado com uma Menção Honrosa por Entre Nós e Silvio Guindane, por Jogo das decapitações.
Entre os documentários, o contundente Histórias de Arcanjo - Um documentário sobre Tim Lopes, de Guilherme Azevedo, foi eleito o melhor pelo júri oficial. Mais que um filme, é um documento importante sobre a história do jornalismo brasileiro. E faz, por vezes, a plateia ter saudade de quando o jornalismo vivia tempos muito mais de 'ir a campo' e fazer com que o leitor ou o espectador de fato se sentisse na cena retratada. Tim é símbolo de um jornalismo que não se rende ao corporativo e à produção de conteúdo fria. Sempre se colocando na pele de seus personagens, ele encarnava a reportagem em sua essência. Na competição oficial de curtas, Contratempo, de Bruno Jorge levou o Redentor.
Lista completa de premiados.
Melhor Filme
De Menor, de Caru Alves de Souza
O Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra
Prêmio Especial do Júri
Tatuagem, de Hilton Lacerda
Melhor Documentário
Histórias de Arcanjo – Um documentário sobre Tim Lopes, de Guilherme Azevedo
Prêmio Especial do Júri
A Farra do Circo, de Roberto Berliner e Pedro Bronz
Menção Honrosa do Júri
Cativas – Presas pelo coração, de Joana Nin
Damas do samba, de Susanna Lira
Melhor Curta-Metragem
Contratempo, de Bruno Jorge
Direção
Cao Guimarães e Marcelo Gomes por O homem das multidões
Ator
Jesuíta Barbosa, por Tatuagem
Menção Honrosa do Júri - Ator
Francisco Gaspar, por Estrada 47
Atriz
Leandra Leal, por O lobo atrás da porta
Atriz Coadjuvante
Martha Nowill, por Entre nós
Ator Coadjuvante
Rodrigo García, por Tatuagem
Menção Honrosa do Júri - Ator Coadjuvante
Julio Andrade, por Entre nós
Silvio Guindane, por Jogo das decapitações
Roteiro
Paulo Morelli por Entre nós
Montagem
Mair Tavares por Estrada 47
Fotografia
Pedro Urano por Quase samba